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Lixão queima há 11 dias em Oiapoque; fumaça tóxica e queimadas afetam a saúde dos moradores

Destaques 04/11/2026 às 21:29
Lixão queima há 11 dias em Oiapoque; fumaça tóxica e queimadas afetam a saúde dos moradores
]]> Equipes estão atuando há 10 dias no incêndio do lixão de Oiapoque Um incêndio no lixão a céu aberto de Oiapoque, no extremo Norte do Amapá, completa 11 dias nesta quarta-feira (4) espalhando fumaça tóxica pela cidade. A poluição tem afetado a saúde da população e provocado um aumento nos atendimentos médicos por problemas respiratórios. Além do fogo no lixão público, a grande preocupação das autoridades locais é o aumento das queimadas no entorno e no centro urbano do município. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp De acordo com o vice-prefeito de Oiapoque, Artur Oscar Gilael, a situação tem se agravado. "A população precisa entender a importância de participar do combate aos focos de incêndio. Isso está provocando um problema muito sério de saúde em Oiapoque", alertou o vice-prefeito. Fumaça densa toma conta do céu de Oiapoque. Albenir Souza/Rede Amazônica Fogo subterrâneo e estiagem Equipes de combate atuam no local, mas a natureza subterrânea do incêndio exige resfriamento constante e dificulta o trabalho dos bombeiros. A situação é agravada por um período atípico de estiagem rigorosa na região. A mudança na direção dos ventos tem levado para o centro da cidade não apenas a fuligem do lixão, mas também a fumaça de queimadas urbanas e rurais. O hábito de queimar folhas e lixo nos quintais no fim da tarde, prática comum na região, tem piorado a qualidade do ar durante a seca. Aumento de casos hospitalares O Hospital Estadual de Oiapoque registrou um aumento na busca por atendimento médico, principalmente por complicações respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas formam o grupo mais afetado. Durante a noite, o ar denso e frio faz com que a fumaça se concentre nas ruas e seja visível inclusive em pontos turísticos, como a Ponte Binacional Franco-Brasileira. Moradores relatam que o odor e a fuligem entram nas residências mesmo com portas fechadas ou aparelhos de ar-condicionado ligados. A administração municipal reforça que a conscientização comunitária é indispensável. Sem a interrupção das queimadas domésticas, as ações do poder público não serão suficientes para controlar a crise ambiental e sanitária no município.…
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