Líderes do Congresso Nacional apontam mudanças em MP do fim das bets
Brasil29/09/2026 às 10:20
]]> Líderes partidários do Congresso avaliam que a medida provisória (MP) que proíbe as bets deve ser alterada pelos parlamentares e dizem que o assunto começará a ser discutido após o fim das eleições. O texto, editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às vésperas do primeiro turno, precisa ser votado em até quatro meses pelos parlamentares para ter validade permanente. O petista, que é candidato à reeleição, assinou na última sexta-feira, a MP proibindo a atividade das bets no país menos de três anos após o governo ter sancionado, em dezembro de 2023, a chamada Lei das Bets, que regularizou o setor. O presidente tem usado a MP como um trunfo para melhorar sua popularidade em meio à sua campanha de reeleição. A medida proíbe apostas esportivas e o cassino on-line (como o “jogo do tigrinho”), extingue as autorizações concedidas aos operadores e estabelece um cronograma para o encerramento das atividades. Com o Congresso Nacional esvaziado e com os parlamentares focados em suas campanhas, a cúpula do Poder Legislativo evita fazer uma previsão detalhada de qual caminho a MP terá em sua tramitação. Articulação Nos bastidores, porém, parlamentares já falam em uma articulação para rever trechos da MP, como criar um prazo de transição para a restrição entrar em vigor ou devolver os valores pagos pelas empresas para obterem a licença, além de excluir alguns setores da proibição em vez de alcançar a atividade de maneira ampla. Líderes apontam a possibilidade de mudar a MP, mas fazem ressalva de que as negociações ainda precisam tomar corpo e ser melhor debatidas, o que só vai acontecer após as eleições. — Vamos tratar disso pós-eleições, mas acho que terá que ser feito algo plausível — declarou o líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ). Parte do Congresso tenta articular a derrubada da MP e avalia que o governo não vai se esforçar para manter o texto após as eleições, já que a medida teria sido feita para o período eleitoral. — A pressão dos clubes de futebol vai ser tão grande em cima dos parlamentares que acho difícil passar — disse o presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP). Integrantes da base de Lula, no entanto, negam esse…
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