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Jovem Rio News

Liderar também é reconhecer sinais de sofrimento emocional

Destaques 21/10/2026 às 15:31
Liderar também é reconhecer sinais de sofrimento emocional
]]> Perfil Saúde Corporativa Divulgação No ambiente de trabalho, esses sinais podem aparecer de diferentes formas: menos participação nas reuniões, dificuldades que antes não existiam, isolamento, irritabilidade ou uma sensação constante de sobrecarga. Para quem lidera uma equipe, perceber essas mudanças pode ser o primeiro passo para entender se aquele profissional precisa de algum tipo de apoio. Essas mudanças podem ter diferentes explicações e, isoladamente, não permitem concluir que exista um problema de saúde mental. Segundo Wanyer Ferreira, psicóloga organizacional da Perfil Saúde Corporativa, sinais como isolamento, irritabilidade, dificuldade de concentração, faltas e atrasos frequentes, cansaço aparente, comentários autodepreciativos e mudanças na produtividade podem indicar sofrimento emocional. A profissional alerta, porém, que nenhum desses sinais é conclusivo por si só. O gestor deve observar padrões ao longo do tempo e considerar o contexto antes de tirar conclusões. Também é importante separar fatos de interpretações: “chegou atrasado três vezes esta semana” é uma observação objetiva; concluir que o trabalhador está desmotivado já é uma interpretação. Perfil Saúde Corporativa Divulgação O primeiro passo é abrir espaço para conversar Perceber uma mudança é apenas o começo. O desafio está em saber como abordar o profissional sem julgamento e sem invadir sua privacidade. A conversa deve acontecer, de preferência, em um momento privado e sem pressa. Perguntas abertas, como “como você tem se sentido no trabalho?” ou “tem algo que eu possa fazer para ajudar?”, podem criar espaço para o diálogo. Nesse momento, ouvir mais do que falar faz diferença. O gestor deve evitar minimizar o que foi relatado, comparar experiências ou oferecer soluções rápidas antes de entender a situação. Para a psicóloga, o trabalhador também precisa ter liberdade para decidir o que deseja compartilhar. A conversa não deve se transformar em uma investigação sobre sua vida pessoal ou saúde. Acolher não significa tratar. O gestor não deve diagnosticar transtornos ou recomendar tratamentos, mas pode reconhecer quando uma situação merece atenção, oferecer apoio dentro de sua esfera de…
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