Líder do governo no Senado avalia que fim da escala 6x1 ficou mais difícil de ser aprovado após resultado das eleições
Rio de Janeiro05/10/2026 às 22:12
]]> A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que a aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) do fim da escala 6x1 ficou mais difícil, diante do resultado das eleições no primeiro turno. O texto acaba com o modelo de seis dias de trabalho e um de folga na semana. Segundo ela, a estratégia do governo é cumprir o rito de tramitação de cinco sessões de discussão como forma de pressionar os senadores a aprovar a proposta no plenário da Casa. A proposta é uma das principais bandeiras do petista. Flávio e aliados são contra discutir a medida antes do resultado da eleição presidencial. O presidenciável terminou o primeiro turno em primeiro lugar e o PL saiu das urnas nesse domingo como o maior partido do Senado. A sigla terá uma bancada de 28 senadores a partir do ano que vem, a maior da Casa Legislativa e que representa mais de um terço do Senado. — Está mais difícil aprovar. Mas, na hora em que você cumpre o rito regimental, aumenta a pressão pela aprovação — disse a senadora. — A gente não pode recuar da tramitação porque isso seria jogar a toalha. De acordo com interlocutores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve o calendário que já estava estabelecido antes do primeiro turno das eleições. O Senado deve fazer três sessões de discussões para debater a PEC na terça, quarta e quinta-feira. Pelo regimento do Congresso, são necessárias cinco sessões de discussões antes de uma PEC ser votada. Esse calendário, no entanto, pode ser encurtado se houver acordo. A líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS), lembrou que Alcolumbre não se comprometeu com o governo a aprovar a PEC e está apenas cumprindo o compromisso de pautar a discussão. Ela disse que a votação vai depender do quórum — a sessão desta terça-feira é semipresencial — e do clima. De forma reservada, parlamentares destacam que Alcolumbre também ficou enfraquecido com o resultado das eleições. No Amapá, seu aliado, o governador Clécio Luís (União Brasil), foi derrotado por Dr. Furlan (PSD). Alcolumbre também não conseguiu eleger aliados para o Senado. Soma-se isso a oposição do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio e contrário…
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