Líder de seita acusado pela morte de 190 crianças é condenado a 200 anos de prisão
Destaques06/11/2026 às 11:50
]]> Paul Mackenzie, líder de culto no Quênia, comparece ao tribunal REUTERS/Stringer Um tribunal do Quênia condenou nesta sexta-feira (6) o líder religioso Paul Mackenzie a 200 anos de prisão pelos assassinatos de 190 crianças. Elas morreram de fome por ordem dele e foram enterradas em uma floresta. As vítimas fazem parte de um grupo de cerca de 500 pessoas que teriam morrido em um dos piores massacres ritualísticos dos tempos modernos. O caso de Mackenzie mobiliza o país da África Oriental desde abril de 2023, quando policiais encontraram restos mortais em uma floresta próxima à cidade costeira de Malindi, às margens do Oceano Índico. A descoberta deu início a uma investigação que levou à localização de mais de 400 corpos, quase metade deles de crianças. Ex-motorista de táxi, Mackenzie fundou a Igreja Internacional Boas Novas em 2003. Com o passar dos anos, passou a fazer pregações cada vez mais apocalípticas e a incentivar seus seguidores a deixar de comer, assim como seus filhos, até morrerem de fome. Segundo ele, isso permitiria que todos chegassem ao céu antes do fim do mundo. Seita religiosa deixa mortos no Quênia Em um vídeo publicado no YouTube em março de 2023, Mackenzie, que tinha milhares de seguidores presencialmente e na internet, afirmou que era guiado pela "voz de Cristo" ao transmitir mensagens de que o mundo acabaria naquele ano. "Segui a voz que me dizia que eu havia concluído o trabalho", afirmou. Mortes poderiam ter sido evitadas Vídeos do pregador mostram Mackenzie usando roupas simples e falando calmamente para centenas de pessoas. Nas gravações, ele relatava suas experiências como exorcista e dizia ter vencido espíritos "demoníacos". Mackenzie negou as acusações de assassinato, homicídio culposo, tortura de crianças e terrorismo. O caso expôs falhas das autoridades quenianas e a falta de fiscalização sobre as igrejas no país, de maioria cristã. A Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quênia, órgão independente, afirmou que era deplorável que Mackenzie tivesse sido preso pela primeira vez em 2017 e acusado de radicalização, mas continuasse atuando por anos. "Isso aponta para uma falha nos processos de investigação e acusação. A prisão…
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