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Keiko Fujimori adota a cartilha de Bukele nas escolas do Peru

Destaques 14/10/2026 às 13:39
Keiko Fujimori adota a cartilha de Bukele nas escolas do Peru
]]> Presidente de El Salvador, Nayib Bukele (à esquerda), e presidente do Peru, Keiko Fujimori. Jose Cabezas/Reuters/Guadalupe Pardo/Pool via Reuters O autoritário presidente de El Salvador, Nayib Bukele, fez escola no Peru comandado pela conservadora Keiko Fujimori. Empossada há dois meses, a presidente ordenou um código rígido de vestimenta para os estudantes do ensino público, que determina a proibição de maquiagem no rosto, esmalte nas unhas, tintura no cabelo e saias curtas às meninas e cabeleiras aos meninos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A disciplina, segundo alega Keiko, precisa voltar às escolas. O objetivo declarado do governo é combater a violência e o bullying em sala de aula. Para isso, ela buscou inspiração no homólogo salvadorenho, de quem é declarada admiradora. No ano passado, Bukele estabeleceu novas regras de conduta escolar em seu país, conforme relatou este blog. “Comportamentos que põem em risco a segurança de crianças e adolescentes exigem uma resposta firme, oportuna e responsável. É por isso que estas diretrizes incluem sanções e repreensões proporcionais, com o princípio de penalidades graduais”, justificou a presidente peruana. Bukele proibiu os cortes de cabelo moicano e o conhecido como “Edgar”, impondo requisitos de apresentação e comportamento nas escolas. Em comum, ambos os presidentes procuram fortalecer a autoridade dentro dos estabelecimentos educacionais, com sanções severas que restabelecem as expulsões por infrações graves e as notas de conduta. Agora no g1 A repressão ao cabelo comprido ou tingido, à minissaia e à maquiagem e a unhas pintadas dentro da sala de aula parece ser superficial diante da plataforma para restaurar a ordem no país, vendida por Keiko. Herdeira do fujimorismo, a presidente prometeu enfrentar os problemas do país, mas seu novo código escolar espalhou críticas entre opositores e defensores dos direitos humanos, que apontam sexismo e questionam a eficácia das medidas. “Agora a educação é medida pelo comprimento do cabelo, pela maquiagem ou pelas unhas pintadas?” indagou a senadora Ruth Luque, do Ahora Nación. “A educação pública precisa de uma política séria de convivência,…
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