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Justiça torna ré policial militar acusada de matar mulher durante abordagem na Zona Leste de SP

Destaques 20/10/2026 às 00:15
Justiça torna ré policial militar acusada de matar mulher durante abordagem na Zona Leste de SP
]]> Mulher morre baleada pela PM. Reprodução A Justiça aceitou nesta segunda-feira (19) a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra uma policial militar acusada de matar uma mulher com um tiro durante uma abordagem na Zona Leste de São Paulo. A agente se tornou ré por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, que tinha 31 anos. Os promotores de Justiça Rodolfo Justino de Morais e Lucas de Mello Shaefer, responsáveis pela denúncia, também pediram à Justiça a fixação de um valor mínimo de R$ 1 milhão para reparar os danos causados aos familiares de Thawanna Salmázio. De acordo com a acusação, o crime aconteceu na madrugada de 3 de abril deste ano. A vítima caminhava com o companheiro por uma rua quando uma viatura da Polícia Militar passou pelo local e atingiu o braço do homem. Na sequência, houve um desentendimento entre os envolvidos. Segundo o Ministério Público, após a discussão, a policial disparou contra a mulher com uma arma de calibre .40. O tiro atingiu a região do abdômen. A Promotoria sustenta que não havia situação que justificasse o uso de força letal e destaca que a vítima estava desarmada. Para os promotores, o disparo foi desproporcional e dificultou a possibilidade de defesa da mulher. Ainda segundo a denúncia, a vítima permaneceu ferida no local por mais de 30 minutos até receber atendimento. Ela agonizou em decorrência do ferimento e morreu posteriormente. O Ministério Público também argumenta que a demora no socorro caracteriza o emprego de meio cruel, uma vez que a mulher permaneceu consciente e em sofrimento após ser baleada, sem que a policial adotasse providências para amenizar as consequências do disparo. "É certo que o delito foi perpetrado por motivação fútil, consistente em discussão banal, decorrente do fato de que a vítima e seu companheiro não se conformaram com a agressividade como foram tratados. De igual forma, o crime foi cometido por meio cruel, uma vez que a vítima agonizou por mais de 30 minutos até ser efetivamente resgatada, sem que a denunciada tenha adotado qualquer providência para mitigar seu ato", afirmam os promotores na denúncia.…
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