Justiça proíbe ‘psicoterror’ contra funcionários de cooperativa no interior de SP
Destaques15/10/2026 às 16:06
]]> Ministério Público do Trabalho (MPT) de Presidente Prudente (SP) Reprodução/GoogleMaps A Justiça do Trabalho determinou que uma cooperativa de crédito interrompa imediatamente práticas de assédio moral contra funcionários, em Presidente Prudente (SP). A decisão liminar, proferida em 6 de julho de 2026 pela 1ª Vara do Trabalho do município e divulgada nesta quarta-feira (14), atende parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que move uma ação civil pública contra a instituição. Entre as condutas proibidas estão humilhações, ofensas verbais, ameaças de demissão e métodos de gestão capazes de provocar sofrimento psicológico. A decisão também impede restrições ao uso de banheiros e a utilização de gravações de áudio para controle disciplinar, constrangimento ou coação dos trabalhadores. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp A investigação do MPT reuniu relatos de cobranças agressivas em reuniões, ameaças indiretas de demissão e desqualificação pública do trabalho de funcionários. Também foram relatados monitoramento excessivo do uso de banheiros, retenção de celulares pessoais, câmeras com captação de áudio em áreas de circulação, inclusive nos corredores de acesso aos banheiros, na cozinha e na copa, e repreensões a empregados que mantinham amizade com trabalhadores demitidos. Segundo o MPT, a apuração também apontou que a empresa monitorava as redes sociais dos funcionários e que havia pressão para que trabalhadores pedissem demissão. O órgão classificou as práticas denunciadas como “psicoterror”. Agora no g1 De acordo com o MPT, registros estatísticos levantados durante a investigação indicaram que metade das licenças médicas concedidas pela cooperativa no último ano decorreu de episódios de depressão. Ao analisar o pedido, a Justiça considerou que os depoimentos e documentos apresentados indicavam possíveis violações aos direitos dos trabalhadores. A decisão também levou em conta o risco de danos à saúde dos empregados caso as práticas continuassem. Por meio de nota ao g1, o Sicoob informou que tem conhecimento da decisão judicial e acompanha o caso com atenção, em conjunto com as áreas responsáveis, para…
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