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Justiça mantém preso advogado suspeito de jogar notebook e celular pela janela durante operação do Gaeco em Ribeirão Preto, SP

Destaques 21/10/2026 às 13:29
Justiça mantém preso advogado suspeito de jogar notebook e celular pela janela durante operação do Gaeco em Ribeirão Preto, SP
]]> Gaeco mira advogados por fraude milionária contra aposentados na região de Ribeirão Preto A Justiça decretou a prisão preventiva do advogado Guilherme Menna Barreto Gentil, preso em flagrante na terça-feira (20) em Ribeirão Preto (SP), durante uma operação do Gaeco que investiga fraudes em milhares de ações em nome de idosos. Com a decisão, ele continua preso. A decisão é do juiz Nemércio Rodrigues Marques, da Vara Regional das Garantias de Ribeirão Preto, e atendeu a um pedido do Ministério Público. Para o juiz, há indícios de que o advogado jogou um notebook e um celular pela janela do apartamento para impedir que os investigadores tivessem acesso aos dados. Segundo a decisão, à qual o g1 teve acesso, solto, ele poderia apagar arquivos guardados na internet, combinar versões com outros investigados e influenciar testemunhas e clientes. O juiz também citou risco de fuga: o advogado tem visto válido para os Estados Unidos e esteve no país recentemente. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Na terça, o advogado Julio Mossin, que defende Guilherme, disse que o cliente não admitiu ter jogado os equipamentos, que ninguém é obrigado a produzir prova contra si e que não havia motivo para mantê-lo preso. O g1 procurou a defesa depois da decisão, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem. Guilherme Menna Barreto Gentil Reprodução/ redes sociais O que aconteceu no apartamento Segundo a decisão, os policiais perceberam movimento dentro do apartamento, mas ninguém abriu a porta, e eles precisaram arrombá-la. Lá dentro, foram informados de que o advogado não estava, mas ouviram barulho vindo de um banheiro trancado. Ao forçar a entrada, encontraram Guilherme perto de uma janela aberta. Havia um celular sobre o parapeito. Outro celular e um notebook foram achados danificados na cobertura da piscina do prédio, depois de uma provável queda do quinto andar. O juiz reconheceu que ninguém viu o momento em que os aparelhos foram jogados. Para ele, porém, a sequência dos fatos é indício suficiente. Na avaliação do magistrado, a conduta não se resume ao direito de ficar em silêncio ou de não colaborar: foi uma…
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