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Justiça manda suspender 'Bolsa Mounjaro' em Urupês; prefeitura aplicava versão manipulada, comprada com emenda de Tiririca

Destaques 05/11/2026 às 07:00
Justiça manda suspender 'Bolsa Mounjaro' em Urupês; prefeitura aplicava versão manipulada, comprada com emenda de Tiririca
]]> Prefeitura de Urupês aplica doses de Mounjaro Divulgação A Justiça de São Paulo mandou a Prefeitura de Urupês, no interior de São Paulo, suspender as aplicações de tirzepatida manipulada em pacientes com obesidade atendidos pela rede pública. A decisão é provisória, de primeira instância, e a prefeitura está recorrendo. A ação foi movida pela Eli Lilly, fabricante do Mounjaro. A empresa alega que o programa desrespeita as regras da Anvisa sobre o uso de medicamentos preparados em farmácia de manipulação. Lançado em fevereiro, o programa ficou conhecido nas redes sociais como “Bolsa Mounjaro”. Urupês foi a primeira cidade paulista a oferecer a tirzepatida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar a obesidade, com foco em pacientes à espera da cirurgia bariátrica. A previsão inicial era atender 200 pessoas, mas o programa foi ampliado para 400, segundo a prefeitura. O programa não tem relação com a promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de distribuir canetas emagrecedoras pelo SUS, que ainda não foi implementada, nem com o projeto-piloto do Ministério da Saúde no Rio Grande do Sul, que testa a semaglutida. O programa foi criado pela prefeitura da cidade. Apesar do nome popular, os pacientes não recebiam o Mounjaro, fabricado pela Lilly e vendido em caneta. Eles recebiam injeções do mesmo princípio ativo, a tirzepatida, preparado em farmácia de manipulação. A escolha por uma versão manipulada é justificada pelo preço: os frascos custam cerca de R$ 900, enquanto a caneta da mesma dose custa R$ 1,5 mil. Para você entender: o Mounjaro é o único medicamento aprovado pela Anvisa à base de tirzepatida. A farmacêutica Eli Lilly têm a patente e, com isso, a exclusividade para produzir o produto no país até 2036. ➡️ No entanto, a versão manipulada é permitida no Brasil, mas como exceção. A farmácia precisa estar com as licenças sanitárias em dia e só pode manipular a tirzepatida para um paciente específico, a partir de receita e com justificativa técnica, como a necessidade de uma dose que não é vendida. Levantamento do g1 no Portal da Transparência de Urupês mostra que a prefeitura pagou R$ 306 mil por frascos de tirzepatida de dose padronizada, comprados…
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