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Justiça manda Supermercado Zona Sul enviar mensagem a funcionários sobre voto livre e proíbe comunicados políticos

Destaques 24/10/2026 às 17:19
Justiça manda Supermercado Zona Sul enviar mensagem a funcionários sobre voto livre e proíbe comunicados políticos
]]> Supermercado Zona Sul no Jardim Botânico Reprodução/Google StreetView A Justiça do Trabalho determinou que o Supermercado Zona Sul envie aos funcionários uma mensagem afirmando que o voto é livre e secreto e que os empregados não podem sofrer retaliações por suas escolhas políticas. A decisão também proíbe a empresa de enviar novos comunicados de cunho político aos trabalhadores. A decisão é da última sexta-feira (23). O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) informou que apurava o envio de um texto de teor eleitoral aos funcionários às vésperas da eleição. No e-mail corporativo, a empresa afirmava que “chegou a hora de mudar”. O g1 entrou em contato com a assessoria do supermercado, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Agora no g1 A liminar foi concedida ainda na sexta-feira pela juíza Cláudia de Abreu Lima Pisco, designada para o Plantão Eleitoral Especial do segundo turno. A decisão atende a um pedido feito em ação coletiva pelo Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro. A carta não cita candidatos. Em um dos trechos, porém, afirma que “reconhecer o esgotamento de um ciclo não significa perder a esperança. Significa compreender que insistir nos mesmos erros não produzirá resultados diferentes”. Mais adiante, o texto diz que “um país não se transforma verdadeiramente sem antes reconhecer que chegou a hora de mudar”. Ao final, pede que o funcionário “vote consciente”. Embora não mencione candidatos nominalmente, a juíza considerou que a mensagem indicava uma posição política da empresa às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. Na decisão, a magistrada afirmou que, no ambiente de trabalho, a dependência econômica dos empregados pode gerar temor de retaliações e comprometer a liberdade do voto. Para a juíza, o conteúdo da carta configura assédio eleitoral por conclamar, ainda que de forma velada, os funcionários a seguir a orientação política do empregador. A decisão determina que o Supermercado Zona Sul se abstenha de enviar qualquer comunicado de cunho político aos empregados, por meios internos ou externos, de forma direta ou…
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