Justiça do Paraná anula júri que condenou homem por mandar matar casal após festa que comemorava aniversário de Hitler
Destaques01/10/2026 às 21:58
]]> Bernardo Pedroso e Renata Ferreira Reprodução/RPC O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) anulou, nesta quinta-feira (1º), a condenação de Ricardo Ferreira Barollo e determinou que ele seja submetido a um novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Com isso, ele deverá ser colocado em liberdade. Em maio de 2025, Ricardo Barollo foi condenado a 48 anos e 9 meses de prisão por mandar matar, em 2009, o casal Bernardo Pedroso e Renata Waechter Ferreira, em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), as mortes foram motivadas pela disputa do comando de um grupo neonazista que simpatizava com os ideais de Adolf Hitler, ditador que liderou o genocídio de seis milhões de judeus durante o Holocausto, entre 1941 e 1945. À época, Bernardo tinha 24 anos, e Renata, 21. O crime, conforme a investigação, foi após uma festa que tinha como tema os 120 anos de nascimento de Hitler. Relembre o crime abaixo. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Após a condenação, a defesa de Barollo recorreu, alegando que parte das provas usadas contra ele consistia em depoimentos de réus e testemunhas que foram prestados em outro processo. Segundo os advogados de defesa, eles não participaram da produção dessas provas, nem tiveram a chance de contestar diretamente as declarações. Essas provas foram exibidas aos jurados em vídeo durante o julgamento, que não contou com novos depoimentos das testemunhas. A decisão do TJ ressalta ainda que a defesa de Barollo contestou o uso das gravações como prova, apontou isso durante o julgamento e pediu que os corréus fossem ouvidos diretamente pelos jurados, o que foi negado. Com isso, o órgão concluiu que não houve "nulidade de algibeira" – quando a parte deixa de reclamar de um problema processual para alegá-lo apenas após ser derrotada –, porque a defesa questionou o tema em todos os momentos possíveis. Barollo deverá ser julgado novamente, perante outro Conselho de Sentença. Em nota, o advogado Adriano Bretas, responsável pela defesa de Barollo, informou que "decisão representa o reconhecimento de uma ilegalidade que a defesa vinha apontando desde antes do julgamento". "O próximo…
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