Justiça determina indenização de R$ 100 mil para investigador agredido por PMs no carnaval de Salvador; vítima perdeu quatro dentes
Destaques29/10/2026 às 19:08
]]> Justiça determina indenização para investigador agredido por PMs no carnaval de Salvador A Justiça da Bahia determinou que o Governo do Estado pague R$ 100 mil, por danos morais, ao investigador da Polícia Civil (PC) que foi agredido por policiais militares no carnaval de Salvador de 2023. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc) nesta quinta-feira (29). A decisão é de 19 de outubro e ainda cabe recurso. O g1 entrou em contato com o governo, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Adson Gomes Miranda estava de folga e assistia ao desfile de trios elétricos no circuito Barra-Ondina, na orla da cidade, quando foi atingido por golpes de cassetete, murros e pontapés. A ação cometida por agentes do do Batalhão de Choque da Polícia Militar foi filmada por uma testemunha. (Assista abaixo) 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Nas imagens, é possível ver que nem mesmo depois que o homem caiu os militares pararam. A agressão só foi encerrada depois que uma ambulante se aproximou e protegeu o investigador. Justiça determina indenização de R$ 100 mil para investigador agredido por PMs no carnaval de Salvador; vítima perdeu quatro dentes Reprodução/TV Bahia Na decisão, a Justiça reconheceu a responsabilidade do Estado e rejeitou a alegação de que os policiais teriam agido para apartar uma briga ou em legítima defesa, diante da ausência de provas. Foram considerados: o inquérito da Corregedoria da Polícia Militar; os laudos médicos que, além da perda dos dentes, atestaram fratura na face e lesão no olho esquerdo; o acompanhamento psiquiátrico; e o vídeo da agressão. Investigador citou racismo na época Investigador da Polícia Civil é agredido por PMs no Carnaval de Salvador Em entrevista à TV Bahia, dias depois da agressão, Adson Gomes Miranda relatou os momentos de tensão vividos. Na ocasião, ele apontou racismo na ação dos policiais militares. "É por que eu sou rastafári? É por que eu sou negro? Eu não tenho direito de ir para festas, de curtir naquele local? O caso está repercutindo porque sou policial, mas quantos outros estão internados?". "Se o negro não tem direito de ir para o…
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