Justiça condena médico que usava documento falso para exercer profissão e causou morte de paciente em Tatuí
Destaques19/10/2026 às 16:15
]]> Falso médico atuou por 6 meses como plantonista em hospital A Justiça condenou um médico que usava documentos falsos para exercer a profissão, fazia parte de uma quadrilha de falsos médicos e causou a morte de uma paciente de Tatuí (SP), em 2015. A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), na sexta-feira (16). Segundo o tribunal, Bertino Rumarco da Costa havia se formado em medicina na Bolívia, seu país de origem, e não validou o diploma para atuação em território brasileiro. Ele então exercia a profissão de maneira ilegal e apresentava identidades falsas relacionadas a outro médico. Assista à reportagem feita pela TV TEM na época no vídeo acima. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A Justiça apontou que ele foi negligente na morte de Naimar Conceição Machado, que faleceu dois dias após dar entrada na unidade por conta de um infarto, e a família descobriu que ela tinha sido atendida por um falso médico que estava atuando há seis meses como plantonista no local. Bertino foi condenado a dois anos de prisão e um de detenção por uso de documento falso e homicídio culposo, ou seja, aquele em que não há intenção de matar. A defesa contestou a condenação pelo primeiro crime, alegando que a punibilidade havia sido extinta por prescrição. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) manteve liminar em favor dos alunos da Unisa, incluindo grupo do interior de SP TJSP/Divulgação Entretanto, o argumento foi rejeitado pelo desembargador responsável pelo caso, Amaro Thomé. Ele afirmou que a ação do médico abalava a fé pública da profissão. “A cédula era apta a comprovar, perante terceiros, não apenas uma habilitação médica inexistente, mas também a falsa identidade profissional assumida pelo apelante. Conservava, por isso, potencialidade lesiva própria em relação à fé pública, não inteiramente abrangida pelo exercício ilegal da medicina”, disse. Ao final do processo, as penas de dois anos de prisão e um ano de detenção em regime semiaberto foram substituídas por limitação de atividades aos finais de semana, além do pagamento de R$ 40 mil aos herdeiros da vítima. Caso as medidas sejam descumpridas, o médico deverá…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.