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Justiça condena hospital após técnica de enfermagem sofrer racismo: 'Tira essa preta daqui'

Destaques 29/09/2026 às 08:20
Justiça condena hospital após técnica de enfermagem sofrer racismo: 'Tira essa preta daqui'
]]> Vítima foi levada ao Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande (SP) Divulgação/Prefeitura de Praia Grande A Justiça do Trabalho reconheceu a rescisão indireta do contrato de uma técnica de enfermagem que foi vítima de racismo no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo a sentença, a profissional não recebeu a proteção que deveria das instituições responsáveis pela unidade de saúde, que foram condenadas a pagar R$ 25 mil por danos morais. 🔎 A rescisão indireta ocorre quando o trabalhador pede a saída do emprego por culpa do empregador que descumpriu a lei ou o contrato. A situação é popularmente conhecida como “justa causa” aplicada ao patrão. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. "Tira essa preta daqui" De acordo com o boletim de ocorrência, a trabalhadora sofreu injúria racial de um paciente idoso quando foi dar banho nele. O caso ocorreu em janeiro deste ano. Segundo o registro policial, o homem chegou a fazer ofensas e dizer "tira essa preta daqui". Na ocasião, o filho do paciente exigiu que a profissional fosse substituída alegando que o pai "não gosta de pretos". A responsável pela enfermaria atendeu o pedido e designou uma funcionária branca para atender o idoso. Defesa da trabalhadora O advogado que representa a vítima, Fellipe Clemente, contou que ela registrou o boletim de ocorrência e aguardou uma providência da instituição. A mulher ainda escreveu uma carta de próprio punho à direção, tentou contato com o coordenador e registrou reclamação na ouvidoria da empresa. "O retorno formal só veio dois meses depois, quando o coordenador a chamou para assinar um documento informando que a empresa não concordava com o ocorrido. No mesmo mês, ela foi transferida do setor de observação para a emergência", lamentou o advogado. A defesa da trabalhadora acredita que o hospital deveria ter recusado o pedido da família do paciente e informado as autoridades policiais sobre o caso. "A cor da pele do profissional não é critério para designar quem atende um paciente, e ceder a essa exigência significa aceitar o preconceito como se fosse legítimo", disse Clemente. Ação trabalhista A técnica de enfermagem trabalhou…
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