Justiça concede liberdade a idoso de 80 anos suspeito de matar irmão em Rorainópolis
Destaques30/10/2026 às 20:32
]]> Justino Henrique Pereira tinha 79 anos e era morador de Rorainópolis, no Sul de Roraima Arquivo pessoal A Justiça de Roraima concedeu liberdade provisória a Procópio José Brito de Oliveira, de 80 anos, nesta sexta-feira (30). Ele é suspeito de matar o irmão Justino Henrique Pereira, de 79 anos, na última quarta-feira (28) em uma chácara de Rorainópolis, região Sul de Roraima. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia pelo juiz da Vara Única Criminal de Rorainópolis, Raimundo Anastácio Carvalho Dutra Filho. O magistrado considerar que até o momento não há laudos que comprovem a autoria do crime. "Não há nos autos, até a presente data, laudo pericial definitivo de confronto hematológico ou exame de DNA que ateste a presença de sangue da vítima nas vestes ou no facão apreendidos na residência do custodiado. Os objetos apreendidos constituem ferramentas comuns de uso cotidiano na lida do campo por trabalhadores rurais", cita trecho da decisão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Com a determinação, ele deverá morar com o filho em Boa Vista e está proibido de se aproximar de testemunhas e familiares da vítima. O g1 tenta contato com a defesa do suspeito. Por outro lado, o Ministério Público (MP) pediu a prisão preventiva, argumentando que o caso envolve um homicídio qualificado e defendeu que a continuidade da prisão é necessária para evitar interferências. O órgão também foi contra a prisão domiciliar, alegando que a gravidade do crime supera o critério da idade avançada do suspeito. "Sustentou a atipicidade da flagrância, ressaltando que o custodiado foi encontrado dormindo em seu domicílio e que os instrumentos apreendidos constituem apetrechos ordinários de seu trabalho rural, não havendo demonstração de vestígios de sangue ou ligação direta comprovada com o fato ilícito", alegou a defesa do suspeito. Durante depoimento, Procópio afirmou que feriu a mão após cair em um barranco. Segundo a decisão, testemunhas relataram ter visto o idoso após o acidente e disseram não ter percebido marcas de sangue no facão que ele carregava. Para conseder a liberdade provisória, o juiz também levou em consideração a idade do investigado, a…
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