Justiça bloqueia mais de R$ 145 milhões de empresas suspeitas de garimpo ilegal na Terra Yanomami
Destaques28/09/2026 às 20:25
]]> Cassiterita, também conhecida como 'ouro negro', e o ouro PRF/Divulgação e AP Photo/Edmar Barros/Arquivo A Justiça Federal determinou o bloqueio de mais de R$ 145 milhões em bens e contas de quatro empresas investigadas por garimpo ilegal de ouro e cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A decisão busca garantir o pagamento de multas e a reparação de danos ambientais caso as companhias sejam condenadas. A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e tramita na 1ª Vara Federal Cível de Boa Vista. A medida é desdobramento da operação Forja de Hefesto. Veja os valores que devem ser bloqueados de cada uma das empresas investigadas: White Solder Metalurgia e Mineração — R$ 108.419.515,32 Coopertin — R$ 31.840.027,32 Cataratas Poços Artesianos — R$ 5.386.537,80 TARP Táxi Aéreo — R$ 360 mil O g1 solicitou posicionamento das empresas citadas por meio do e-mail disponível no cadastro da Receita Federal, mas não recebeu resposta até a última atualização. As empresas, segundo o MPF, são suspeitas de participar de uma cadeia de atividades que envolvia a extração clandestina de minério na região do Pupunha, dentro da terra indígena, o transporte aéreo por pistas não autorizadas e a inserção do material no mercado formal. Empresário, mineradora e mais oito viram réus por garimpo ilegal de ouro e cassiterita na Terra Yanomami A investigação aponta que o minério era registrado como produção de cooperados, adquirido pela White Solder e, posteriormente, transformado em lingotes de estanho. Na decisão, o juiz José Vinicius Pantaleão Gurgel do Amaral, determinou que os bloqueios feitos de forma gradual, com prioridade para imóveis, veículos, participações societárias e outros bens que não sejam essenciais à continuidade de atividades lícitas. Os bloqueios financeiros deverão ocorrer apenas na medida necessária para alcançar os limites estabelecidos. A decisão também prevê a liberação imediata de eventuais valores que ultrapassem os tetos fixados. A medida impede a venda ou a transferência dos ativos e busca garantir recursos para eventual pagamento de multas ou reparação de danos, caso as irregularidades sejam comprovadas. Além deste…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.