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Juíza que condenou sargento a 123 anos de prisão revela como decide penas em casos de repercussão

Destaques 08/11/2026 às 17:31
Juíza que condenou sargento a 123 anos de prisão revela como decide penas em casos de repercussão
]]> Thais Caroline Brecht Esteves, de 46 anos, é juíza titular da Vara do Júri e Execuções Criminais de Santos, SP Arquivo Pessoal A juíza Thais Caroline Brecht Esteves, de 46 anos, foi a responsável por conduzir o julgamento do sargento da Polícia Militar (PM) Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho. Ele foi condenado a 123 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por matar a esposa com facadas e tentar matar a filha de 10 anos em uma clínica médica em Santos, no litoral de São Paulo. Thais afirmou ter sido a primeira mulher a se tornar juíza titular da Vara do Júri e Execuções Criminais da cidade. Em entrevista ao g1, ela revelou os bastidores de julgamentos que podem se estender por dias e explicou como decide as penas. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. "Eu não fixo a pena pensando em ser rigorosa. Penso em ser justa [...]. Sou muito criteriosa nas minhas decisões. Não faço nada por impulso ou por comoção social", afirmou Thais. "Percebo nas audiências que ainda existe bastante misoginia em relação a uma juíza mulher, que talvez com mais frequência tem que se fazer respeitar, sem perder a gentileza", destacou ela. Sargento da PM é condenado a 123 anos por matar esposa e tentar assassinar a filha A juíza também comentou sobre os desafios de ser mulher na magistratura, que vão além dos tribunais, conciliando a rotina intensa da profissão com o casamento e a maternidade de três filhos. Veja a entrevista completa abaixo: Você sempre sonhou em ser juíza? Como foi a sua trajetória até chegar nesse cargo? Inicialmente, não sonhava em ser juíza. No vestibular, em 1998, ingressei na USP em Direito e Medicina na Unesp, os dois únicos vestibulares que prestei. Optei por Direito porque acreditava que não lidaria bem com sangue. Fiz estágios em escritórios de advocacia, fui aluna da Escola de Formação de Direito Público [um programa de extensão universitária e iniciação científica mantido pela Sociedade Brasileira de Direito Público (SBDP)]. Trabalhei a faculdade toda sem férias porque, além da experiência, também precisava financeiramente. Formei-me em 2002. Advoguei. Mas percebi que apenas como juíza poderia decidir de acordo com a…
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