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Jovem Rio News

Jovens do projeto Crias da Comunidade contam como teatro mudou suas trajetórias

Rio de Janeiro 21/10/2026 às 22:57
Jovens do projeto Crias da Comunidade contam como teatro mudou suas trajetórias
]]> Vinte e três jovens de comunidades do Rio concluíram uma formação artística e profissional no projeto Crias da Comunidade, do Armazém da Utopia. O encerramento aconteceu no último sábado, com duas apresentações gratuitas do espetáculo “Aquele que diz sim e aquele que diz não”, adaptação de uma obra do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Para os participantes, a experiência representou a oportunidade de desenvolver habilidades e ampliar as perspectivas de atuação. Aline Garrido, de 33 anos, encontrou no teatro uma forma de superar a sensação de invisibilidade que marcou sua infância. Ela cresceu na Baixada Fluminense e chegou a ser recrutada, quando pequena, como “aviãozinho” (pessoa que transporta pequenas quantidades de droga) do tráfico local. Foi numa igreja evangélica que ela teve seu primeiro contato com o teatro. — Minha história não foi fácil, com muitas perdas e dor. Fui invisibilizada e desacreditada desde sempre. Mas o teatro mudou minha trajetória. A artista que sou hoje aprendeu a sobreviver com os muitos nãos da vida. Quando estou em cena, dou uma resposta para tudo isso que vivi — afirma Aline. Reconexão Já Nicholas Peixoto, que completou 22 anos no dia da apresentação, chegou às artes cênicas depois de interromper a trajetória como ginasta. Ele se aproximou do teatro e também se especializou em iluminação cênica e produção. No Crias da Comunidade, teve a oportunidade de retomar a atuação e ampliar sua experiência nos bastidores e no palco. — O Crias da Comunidade surgiu realmente como uma oportunidade de voltar a estar no palco, a voltar a me reconectar com o meu eu ator, para além do meu eu produtor, para além do meu eu iluminador. Então, foi um presente muito grande para mim — diz ele que, depois de ser estagiário, foi contratado prelo Cia Ensaio Aberto há quatro meses. Patrocínio Com patrocínio master da Shell, a iniciativa teve duração de nove meses e ofereceu atividades de interpretação, corpo, voz, história do teatro e áreas técnicas, como figurino, cenografia, iluminação, sonorização e produção. — Na Shell, acreditamos no poder das parcerias para transformar realidades e ampliar oportunidades por meio da cultura. Temos orgulho de caminhar…
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