Irã volta a defender acordo após Trump rejeitar proposta de paz
Destaques27/09/2026 às 15:45
]]> O que está por trás do impasse entre Irã e EUA O Irã voltou a defender, neste domingo (27), uma saída diplomática para o conflito com os Estados Unidos e Israel. A manifestação ocorreu após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar os combates. "Nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições", escreveu o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, nas redes sociais. "Somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse." Barcos no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam, em Omã REUTERS/Stringer Na semana passada, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o Irã anunciou uma proposta de paz que, segundo Teerã, foi encaminhada aos Estados Unidos por meio de mediadores do Catar. No sábado, Trump disse ter rejeitado o plano e afirmou que a pressão militar estaria levando os iranianos a buscar um acordo para a reabertura da importante rota marítima. "Eles querem fechar um acordo para abrir o Estreito de Ormuz imediatamente porque estão perdendo feio", declarou Trump a jornalistas na Casa Branca. Apesar das declarações públicas do presidente norte-americano, Araqchi afirmou que o Irã ainda não recebeu, pelos canais diplomáticos, uma resposta oficial dos Estados Unidos. "Estamos aguardando que os mediadores nos transmitam as posições definitivas e tomaremos uma decisão com base nelas", escreveu o ministro. Os Estados Unidos mantêm um bloqueio econômico contra o Irã e pressionam Teerã a interromper os ataques contra embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz. Os confrontos reduziram significativamente o tráfego marítimo na região, apesar de Trump afirmar repetidamente que os EUA controlam a via navegável. O comandante-chefe do Exército iraniano, Amir Hatam, afirmou que a guerra atravessa uma fase "crítica e decisiva" e reiterou que o país não aceitará uma situação em que seja impedido de comercializar seus produtos enquanto outras potências continuem utilizando as rotas estratégicas da região. "Se o Irã não puder comercializar, se o Irã não puder viver, ninguém poderá…
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