Instrutor de copilota brasileira morta em acidente na Flórida diz sentir 'profundo vazio' e recorda manobra radical da pupila
Rio de Janeiro07/11/2026 às 15:03
]]> O instrutor de Nathalia Gadelha Filgueiras, a copiloto brasileira (tinha também nacionalidade americana) de 20 anos, que morreu na queda de um Learjet 60 na Flórida (EUA) no último domingo (1/11), matando todos os nove ocupantes, declarou à revista "People" estar experimentando "um profundo sentimento de vazio" após a tragédia com a pupila, definida por ele como uma "aviadora maravilhosa". Nathalia — uma entusiasta da aviação que obteve sua licença de piloto ainda no ensino médio, antes mesmo de tirar a carteira de motorista — "era uma pessoa incrível" para "todos que tiveram contato com ela", conta Christopher Kirk, de 69 anos. Christopher declarou ter conhecido Nathalia depois de ter sido instrutor de seu pai, Allan — que pilotava por lazer —, e passou a instruí-la também, quando ela tinha apenas 17 anos. Nathalia Gadelha Filgueiras Reprodução "Como eu era próximo dela, isso partiu meu coração e me deixou com um profundo sentimento de vazio", disse ele. O instrutor recordou um momento especial a bordo de um avião de treinamento: "Faço isso há muito tempo e tenho bastante resistência, mas ela me fez subir a uma altitude elevada e realizar tantas manobras de parafuso que precisei pedir para parar, pois comecei a ficar enjoado. Ela adorava fazer manobras de parafuso no meu pequeno Cessna 150 Aerobat. Claro, ela achava isso muito engraçado, já que tinha me deixado enjoado." A copilota fez uma última chamada de emergência para o controle de tráfego aéreo logo após a aeronave enfrentar formação de gelo e turbulência, em meio a condições meteorológicas adversas na região. Queda de Learjet na Flórida Reprodução "Estamos descendo a 8 mil — mayday, mayday — estamos descendo a 10 mil pés por minuto", disse ela, visivelmente angustiada, segundo um áudio captado pelo site "LiveATC.net". "Estamos em uma condição de excesso de velocidade, descendo a 20 mil pés por minuto. Vamos colidir contra o solo!", exclamou a brasileira, cuja família é originária do Espírito Santo. Um controlador de tráfego aéreo tentou, desesperadamente, tranquilizá-la, respondendo: "Estou aqui com você, fale comigo." Mas a situação continuou a se deteriorar de forma incontornável. "Estamos descendo…
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