Instituto denuncia ao TRE-AL prefeito e vice de Boca da Mata por racismo e perseguição politica
Destaques30/10/2026 às 13:15
]]> Homem negro é filmado correndo atrás de capim em Boca da Mata, no interior de Alagoas O Instituto do Negro de Alagoas (INEG-AL) denunciou o prefeito de Boca da Mata, Bruno Feijó (PP), e o vice-prefeito, Sérgio Salvador (União), por suspeita de racismo, perseguição política e demissão de funcionários. O prefeito nega as acusações (leia mais abaixo). 📱 Participe do canal do g1 Alagoas A denúncia foi formalizada junto à Ouvidoria da Igualdade Racial do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), na quinta-feira (29), que acompanha o caso. De acordo com o instituto, o prefeito e o vice teriam participado, junto a um grupo denominado “Direita de BM”, de uma manifestação em apoio à família Bolsonaro, na segunda-feira (26), onde teria ocorrido as práticas denunciadas. O INEG afirmou que os participantes do grupo pintaram o rosto com tinta preta, prática conhecida como blackface, e reproduziram um vídeo semelhante ao registrado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em que um homem com adesivos do PT aparece acorrentado. Vice-prefeito Sérgio Salvador e prefeito Bruno Feijó - Mídia de Distribuição Reprodução/TV Asa Branca Alagoas 🔎Do inglês, black, "negro" e face, "rosto", a prática consiste na pintura da pele com tinta escura. Estipula-se que tenha iniciado por volta de 1830, nos Estados Unidos, em meio ao período de transição entre escravidão e abolição da escravatura. Na encenação em Boca da Mata, um homem negro, vestindo uma camisa com o nome de Lula e segurando uma pá, aparece sendo conduzido por homens brancos. Um deles balança um ramo de capim (veja acima). Segundo o instituto, a representação reproduz estereótipos racistas e desumaniza a população negra. O INEG denunciou ainda que um dia após a manifestação, na terça-feira (27), surgiram denuncias de que três pessoas que declararam apoio à candidatura do presidente Lula (PT) teriam sido demitidas das funções. O TRE encaminhou a denúncia ao Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL), ao Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL), e ao Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL). O g1 entrou em contato com o MP, que informou que apura o caso. O g1 também procurou as assessorias do MPT e…
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