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Jovem Rio News

Incêndio queima casas e plantações em reserva extrativista no Pará e seca dificulta chegada de ajuda

Destaques 13/10/2026 às 21:28
Reserva Extrativista está em chamas há três dias no Pará Um incêndio na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, no Pará, atinge moradias, plantações e áreas de floresta, enquanto a seca dificulta a chegada de equipes e de ajuda às comunidades. Informações divulgadas pelo Instituto Socioambiental (ISA) na segunda-feira (12) apontam ao menos seis casas queimadas e moradores mobilizados para tentar conter as chamas. Instituto Socioambiental O fogo foi detectado em 7 de outubro por uma plataforma de monitoramento da Nasa. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o incêndio atingiu áreas de cultivo de cacau e avançou sobre a vegetação nativa em meio à estiagem severa. No comunicado publicado no sábado (10), o órgão informou que havia três frentes de incêndio nas comunidades Boa Saúde 2, Novo Paraíso e Morro Verde. Um levantamento com associações de moradores identificou cinco famílias, com 11 pessoas, que tiveram residências e estruturas de palha afetadas. Casas queimadas e preocupação com a fumaça O relato mais recente divulgado pelo ISA reúne informações de moradores e da Rede Terra do Meio, organização que acompanha comunidades da região. Segundo esse levantamento, pelo menos cinco moradias foram queimadas na comunidade Boa Saúde e uma em Morro Verde. A professora Rosiane Bezerra de Castro, de 31 anos, moradora da reserva, relatou perdas de roças e áreas usadas pelas famílias, além da preocupação com os efeitos da fumaça. Já as famílias que precisaram deixar suas casas estão sendo acolhidas por outros moradores. As associações locais, a Rede Terra do Meio e parceiros mobilizam uma campanha para comprar cestas básicas e apoiar as famílias atingidas. Instituto Socioambiental Rios baixos dificultam chegada de ajuda A dificuldade de acesso é um dos obstáculos ao combate. Segundo o ICMBio, a viagem por rio até a região exige pelo menos 48 horas, mas o nível extremamente baixo das águas inviabilizou esse deslocamento. Uma aeronave começou a operar na sexta-feira (9), com um sobrevoo para identificar o avanço das chamas e orientar o trabalho das equipes. O instituto informou que o avião também seria usado para transportar ajuda…
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