IA impulsiona produção de ataques contra candidatas mulheres nas eleições de 2026
Destaques02/10/2026 às 11:01
]]> A inteligência artificial (IA) ganhou espaço em uma nova frente da disputa eleitoral: a produção em escala de imagens ofensivas contra mulheres na política. Levantamento do projeto MonitorA, observatório de violência política de gênero nas redes sociais, identificou indícios de uso de IA em 25% das imagens classificadas como ataques ou insultos dirigidos a candidatas no X. Outros 9% dos casos ficaram em uma zona de incerteza, em que os pesquisadores não conseguiram determinar se houve ou não manipulação por inteligência artificial. O dado vem de uma análise de 11.137 imagens publicadas em 9.393 comentários em perfis de 132 candidatas monitoradas durante dois momentos da campanha eleitoral: a largada da disputa, entre 16 e 24 de agosto, e o período posterior à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Master, de 2 a 11 de setembro. Ao todo, 660 imagens foram classificadas como ofensivas contra candidatas no X. Eleições 2026: veja as regras aprovadas pelo TSE para uso de IA durante a campanha Diferentemente do temor tradicional envolvendo deepfakes e desinformação, os pesquisadores concluíram que a maior parte das imagens não tenta se passar por real. São charges, memes, montagens e falsos materiais de campanha produzidos para humilhar, ridicularizar ou desumanizar as candidatas. 🔎 Deepfake é uma manipulação sofisticada da imagem ou da voz de alguém feita com inteligência artificial. Agora no g1 "Esses usos de montagens e imagens sintéticas de baixa qualidade indicam que, nesses casos, não há necessariamente uma intenção de simular a realidade. A IA aparece, sobretudo, como mais uma ferramenta para a produção e disseminação de conteúdos ofensivos", resume o relatório. O estudo diferencia os conteúdos ofensivos em duas categorias: ataques ou insultos. Insultos são ofensas com linguagem hostil, mais dura que uma crítica, mas que não recorrem diretamente a marcadores de desigualdade, como gênero, raça ou religião. O estudo encontrou 269 imagens com insultos às candidatas. Já os ataques buscam inferiorizar e deslegitimar candidatas com base em características de grupos historicamente marginalizados, como gênero, raça, sexualidade, deficiência ou…
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