Huawei aposta em loja física para disputar mercado de celulares no Brasil
Rio de Janeiro03/10/2026 às 13:36
]]> Nos últimos anos, o consumidor brasileiro presenciou uma transformação na percepção dos produtos fabricados na China. O fenômeno, impulsionado pelo setor automotivo com a chegada de carros elétricos de alta tecnologia, ajudou a quebrar o estigma de que a indústria asiática focava apenas no baixo custo. Pegando carona nessa quebra de paradigma, a gigante de tecnologia Huawei consolida seu retorno ao varejo nacional com uma estratégia robusta para o mercado premium. Neste sábado (dia 3), a companhia inaugura sua primeira loja autorizada definitiva em São Paulo, no Shopping Center Norte. O movimento ocorre pouco mais de um ano após o teste de mercado com uma pop-up store na Avenida Paulista e marca uma nova fase de expansão física, que já conta com parcerias em mais de 300 pontos de vendas de redes como Magazine Luiza e Fast Shop. A marca parou de vender smartphones no mercado doméstico em 2019, impactada pelas sanções impostas pelos Estados Unidos. Contudo, a Huawei agora volta a disputar o mercado brasileiro com um portfólio completo. A missão não é simples: a empresa entra em uma arena atualmente dominada pela Samsung e Motorola nos aparelhos de categorias básica e intermediária, e altamente polarizada por Apple e a própria Samsung no cobiçado segmento topo de linha. Para contornar o duopólio e conquistar os brasileiros, a tática da chinesa é apostar fortemente na construção de um ecossistema focado em dispositivos vestíveis e de áudio, com apelo direto à saúde e ao esporte. Lançamentos recentes, como a linha de relógios Watch GT 7 e os fones FreeBuds, têm funcionado como o primeiro ponto de contato com o usuário. — Os vestíveis são a nossa principal porta de entrada para trazer o consumidor para dentro da marca. Como são produtos agnósticos, que funcionam tanto com Android quanto com iOS, conseguimos encantar o cliente pela qualidade e fazer com que ele evolua na jornada do nosso ecossistema — afirma Diego Marcel, gerente de Relações Públicas da Huawei CBG no Brasil. Potência Embora seja uma potência reconhecida no mercado corporativo (B2B) e na infraestrutura de telecomunicações no Brasil, a Huawei ainda precisa "furar a bolha" para chegar ao consumidor…
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