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Homem é condenado por perseguir mulher e terá de pagar R$ 5 mil em Juiz de Fora

inicio 18/09/2026 às 15:54
Homem é condenado por perseguir mulher e terá de pagar R$ 5 mil em Juiz de Fora
]]> Um homem foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) por perseguir a ex-companheira em Juiz de Fora. Ele deverá pagar R$ 5 mil por danos morais à vítima. O caso começou após o homem entrar na Justiça contra a mulher, alegando que ela havia feito uma falsa denúncia de perseguição e pedido uma medida protetiva contra ele. Ele pediu R$ 50 mil por danos morais e mais R$ 600 referentes a gastos com advogado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Segundo o homem, os dois mantiveram contato frequente e consentido em 2021, mas, após o fim da relação, ele teria sido acusado injustamente de perseguição e violência psicológica. Ele afirmou ainda que nunca a ameaçou e que as passagens frequentes por locais próximos à casa dela aconteciam porque, por recomendação médica, precisava fazer caminhadas. Mulher relatou perseguição Em defesa, a mulher manteve as acusações e apresentou detalhes das mensagens trocadas entre os dois. Ela também pediu que o homem fosse condenado a indenizá-la. Segundo o relato apresentado à Justiça, depois que ela informou que não queria mais contato, o homem passou a persegui-la. Disse ainda que ele criou perfis falsos em redes sociais, monitorou sua rotina, entrou em contato com familiares e passou a caminhar próximo a residência dela. A vítima também relatou que o homem teria agredido um amigo dela com um canivete. Para ela, o episódio aumentou o medo e reforçou a necessidade de medidas protetivas. Justiça reconheceu situação de risco A Justiça de Juiz de Fora rejeitou o pedido feito pelo homem e acolheu a solicitação da mulher. Na avaliação do juízo, não houve falsa denúncia, mas o exercício do direito de buscar proteção policial e judicial diante de uma situação de risco. A sentença determinou que o homem pagasse R$ 5 mil por danos morais. O entendimento foi de que a insistência nos contatos, a criação de perfis falsos e o episódio de violência contra terceiros afetaram a tranquilidade e a integridade da vítima. Na época, o homem recorreu da decisão. TJMG mantém condenação O recurso foi analisado pela 11ª Câmara Cível do TJMG. O relator, desembargador Rui de Almeida Magalhães, votou a favor da…
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