Historiadora conta com ajuda da IA para recontar histórias de escravizados do Rio que se rebelaram contra o sistema
Rio de Janeiro30/09/2026 às 15:19
]]> A escravidão sempre foi marcada por silêncios, que gritam até hoje. E se pudéssemos ouvir as vozes dos escravizados e conhecer o que sentiam, pensavam e como agiam para lutar contra a opressão que sofriam? Em 2026, a historiadora e professora titular de Comunicação da UFRJ Marialva Barbosa acreditou que isso seria possível. E contou com o apoio de uma ferramenta geralmente associada ao futuro para “imaginar” o passado: a inteligência artificial. Em crônica de 1999, Zuenir noticiou a própria morte após boato: 'Passei a acreditar no que estava lendo' Após denunciar racismo contra as filhas, Samara Felippo apresenta minidoc sobre preconceito no Brasil Marialva iniciou a empreitada fazendo uma extensa pesquisa de documentos para tentar encontrar rastros das histórias de escravizados que moraram no Rio de Janeiro. A pesquisa incluiu a análise de fichas prisionais da Casa de Detenção do Rio de Janeiro e das páginas dos principais jornais da cidade, sobretudo no fim do século XIX, além de arquivos que descreviam a cidade na época. Geralmente os escravizados apareciam nos periódicos por ser atribuídos a eles algum crime ou delito. Devido a estes gestos de revolta, Marialva consegue encontrar pistas para construir o que chama de “biografias imaginadas”. O livro “Vidas escravizadas” será editado pela Editora da Ação da Cidadania e tem previsão de publicação no início do próximo ano. A obra reúne as histórias de sete biografados: Severo, Manoel Moçambique, Serafim, Joaquina, Francelina, Serafim e Maria Rosa. Com a ajuda de pesquisadores que estudaram o modo de interpretar o mundo de diversos povos originários da África, Marialva tenta interpretar os gestos violentos atribuídos a estes personagens e narrar histórias de vidas que “merecem ser contadas em meio ao esquecimento profundo”. “São biografias de escravizados do século XIX, homens e mulheres que realmente existiram, e para os quais construí biografias que chamo de imaginadas. Não porque sejam fantasiosas, já que procuro reconstruir essas vidas a partir de uma extensa documentação, mas ao querer mostrar sobretudo o que esses escravizados sentiam, como eles percebiam o mundo, as emoções que expressavam, ou seja,…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.