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Jovem Rio News

Grupo que vendia armas a Peixão usava lanchonete em Angra para lavar dinheiro

Rio de Janeiro 10/10/2026 às 07:30
Grupo que vendia armas a Peixão usava lanchonete em Angra para lavar dinheiro
]]> Uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio identificou mais de R$ 250 milhões em movimentações financeiras de pessoas físicas e cinco empresas vinculadas a uma quadrilha que vendia armas para Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, apontado como líder do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de Israel. De acordo com a apuração, o grupo usava empresas dos ramos de alimentação e de materiais de construção e reforma para lavar dinheiro obtido de forma ilícita. Uma delas era uma lanchonete localizada no bairro do Frade, em Angra dos Reis, que movimentou cerca de R$ 35 milhões em cinco anos. Segundo o MPRJ, a movimentação foi considerada atípica e "manifestamente impossível para uma hamburgueria de pequeno porte". Policial civil é preso por ligação com quadrilha que vendia armas a Peixão; conversa mostra que agente repassava informações restritas a comparsas Leia mais: seis pessoas são presas, suspeitas de impor monopólio ilegal de internet ligado ao Comando Vermelho em Vila Isabel A lanchonete, identificada pelo nome Brutus, foi fundada por Marcel Rodrigues Fernandes e sua companheira. Marcel foi preso na semana passada durante uma operação realizada pela Polícia Federal e pelo MPRJ. Mesmo após deixar o quadro societário, ele continuou aparecendo como destinatário de recursos que passavam pela empresa, segundo as investigações. Ao longo de cinco anos, a lanchonete movimentou cerca de R$ 35 milhões entre créditos e débitos. Segundo o MP, os gastos com cartões de crédito ultrapassaram R$ 2,5 milhões, sem que a empresa tivesse "qualquer estrutura operacional que justifique tal volume". Vida boa: Suspeito de ser operador financeiro do CV é preso no Galeão ao voltar de viagem de luxo pela Europa De acordo com a denúncia elaborada pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF), a lanchonete era usada em um esquema de lavagem de dinheiro conhecido como "mescla", que consiste em misturar recursos lícitos, obtidos com a venda de lanches, a valores ilícitos provenientes das atividades criminosas da organização. Dessa forma, os investigados buscavam dar aparência de legalidade ao dinheiro, diluindo os…
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