Grafiteira de Pernambuco com trajetória na Zona Norte do Rio leva arte urbana para mural no México
Rio de Janeiro31/10/2026 às 07:30
]]> Nascida em Pernambuco e criada na comunidade das Cinco Bocas, em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio, a artista visual e grafiteira Juliana Fervo levou sua arte para o México. Ela está criando o mural “Pertencimento”, na Universidad de las Artes de Aguascalientes, no Centro-Norte do país. O projeto é feito em articulação com o Instituto Cultural de Aguascalientes, no âmbito do programa “Loco Por Ti, América 2026”, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio. Com dimensão de 21 m², o mural será executado em técnica mista, com tinta acrílica para exterior e spray para graffiti, levando para a paisagem urbana de Aguascalientes uma criação inspirada nas relações entre território, memória, identidade, ancestralidade e protagonismo feminino. Em “Pertencimento”, a artista parte de sua própria trajetória para construir uma narrativa sobre as marcas que os territórios deixam em quem os habita. Paisagens, códigos urbanos, memórias coletivas e referências culturais se transformam em elementos que propõem um diálogo entre as origens que recebemos e as identidades que construímos. A obra também coloca o feminino como força de permanência e transformação. Ao levar para o espaço público uma produção atravessada por experiências periféricas e pela cultura urbana do Rio de Janeiro, a artista propõe uma reflexão sobre os diferentes lugares que formam cada indivíduo, transformando memória e ancestralidade em potência criativa. De Pernambuco ao Rio Juliana é formada em em Direitos Culturais e Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em Comunicação Crítica e Publicidade Afirmativa pela ESPOCC, do Observatório de Favelas. Sua pesquisa artística é marcada pelo interesse na valorização e na visibilidade de mulheres e das populações negras, periféricas e LGBTQIAPN+, incorporando à produção visual experiências, referências culturais e questões sociais presentes nos territórios populares. A trajetória no graffiti começou em 2003. Desde então, ela construiu uma produção que transita pela pintura, ilustração, muralismo, curadoria e arte-educação. Embora já tenha participado de exposições coletivas internacionais, Juliana Fervo assina, pela…
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