Governos Lula e Trump se reúnem na OMC para discutir tarifaço
rio25/09/2026 às 10:04
]]> Representantes dos governos Lula e Donald Trump se reúnem nesta sexta-feira (dia 25), em Genebra, na Suíça, para discutir as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. O encontro integra a contestação apresentada pelo Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC), mas a expectativa nos bastidores é de uma conversa técnica ainda sem perspectiva de solução nessa fase. As consultas foram solicitadas pelo Brasil em 27 de julho e aceitas pelos americanos em 6 de agosto. Trata-se da primeira etapa do mecanismo de solução de controvérsias da organização, que abre espaço para um entendimento entre os países antes de uma eventual análise por um painel de especialistas. A avaliação de quem acompanha as negociações é que essa rodada permitirá discutir os argumentos dos dois lados, mas dificilmente produzirá decisões capazes de resolver o impasse neste momento. O interesse é manter o canal de diálogo aberto, mesmo diante das divergências sobre as cobranças. Sem a China A reunião ocorrerá sem a participação da China, que pediu para acompanhar as consultas sob a justificativa de ter interesse comercial no caso. Os Estados Unidos rejeitaram a solicitação, com o argumentou de que a disputa não envolve práticas chinesas nem tarifas sobre produtos originários daquele país. A recusa já era um movimento esperado. Ainda assim, o interesse de Pequim em acompanhar o caso é visto de forma positiva. Duas sobretaxas O questionamento brasileiro envolve duas sobretaxas decorrentes de investigações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Ambas foram conduzidas com base na Seção 301 da legislação americana, usada por Washington para apurar práticas de parceiros comerciais e adotar medidas em resposta. Uma das investigações levou à aplicação de uma tarifa adicional de 25%, sob a justificativa de combater supostas práticas comerciais desleais do Brasil. A apuração incluiu temas como Pix, etanol, comércio digital e propriedade intelectual. A outra resultou em uma sobretaxa de 12,5%, por alegadas falhas brasileiras em impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. As duas medidas preveem exceções para…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.