Governo suspende registros de quatro imóveis de Willer Tomaz em ilha em Angra, incluindo área disputada por Richarlison
Rio de Janeiro06/11/2026 às 20:45
]]> A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) suspendeu temporariamente os registros patrimoniais de quatro imóveis do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). A medida atinge, entre eles, o terreno reivindicado pelo jogador Richarlison, atacante do Tottenham, e tem como objetivo restringir eventuais transferências de posse das áreas pertencentes à União. Segundo a SPU, os Registros Imobiliários Patrimoniais dos quatro imóveis em nome da empresa imobiliária de Tomaz foram suspensos temporariamente no sistema. A decisão atende a uma representação administrativa apresentada pela deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) e também decorre de anotações que constam nnas matrículas dos imóveis em cartório, por determinação judicial. "Nesse sentido, pelo princípio da cautela, avalia-se pertinente a suspensão temporária dos imóveis em questão no SIAPA – sistema de informação para gestão de imóveis dominiais da União – de modo a restringir a transferência de posse e evitar a extensão desse caso a outras partes", diz o despacho da SPU. A SPU apura uma série de lacunas no processo administrativo que resultou na autorização para Tomaz ocupar a região que compreende o terreno também disputado por Richarlison. Por se tratar de um bem pertencente à União, as licenças e certidões são arbitradas pelo órgão federal. SPU apura irregularidades Conforme O GLOBO mostrou, a SPU apura uma série de lacunas no processo administrativo que resultou na autorização para o advogado Willer Tomaz ocupar um terreno na Ilha Comprida. O imóvel paradisíaco também foi alvo de controvérsia durante a corrida eleitoral. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Toma de tomar o terreno do atleta e disse que ordenaria à Polícia Federal (PF) uma investigação sobre o caso. Entre os pontos analisados pela SPU está o tempo de apenas 100 minutos para emitir uma certidão que autorizava a transferência dos direitos de ocupação em favor de uma empresa ligada ao advogado. Quase dois anos depois, um servidor reconheceu que uma orientação interna utilizada para fundamentar a autorização não havia sido anexada ao processo administrativo.…
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