Governo da Suécia promove campanha para que população seja 'mal-educada' ao telefone para evitar cair em golpes
Rio de Janeiro27/09/2026 às 13:00
]]> A Suécia decidiu adotar uma estratégia inusitada e direta para combater a onda de golpes contra idosos no país: ensinar a população a ser mal-educada. Uma campanha nacional em parceria com a Polícia Sueca (Polisen) orienta as vítimas a baterem o telefone na cara de estranhos e a fecharem a porta na cara de suspeitos, sem qualquer vergonha. A ação emergencial tem um motivo bilionário. Segundo a Polisen, o prejuízo provocado pelas fraudes no país já alcançou a marca de 5,7 bilhões de coroas suecas, valor equivalente a mais de R$ 2 bilhões. Como ocorre em diversas partes do mundo, a população idosa é o principal alvo dos criminosos. Diante desse cenário, quatro personalidades conhecidas do país foram escaladas para conscientizar o público. Entre elas está a atriz Suzanne Reuter, de 74 anos, que faz um alerta direto sobre o comportamento das gerações mais velhas. A atriz sueca Suzanne Reuter é uma das colaboradoras da campanha Reprodução/IMDb "Muitas pessoas da minha geração foram criadas para serem sempre educadas e prestativas", afirma Suzanne. Ela ressalta que essas qualidades são justamente o ponto fraco explorado pelos golpistas e conclui: "Isso não é falta de educação, mas sim autoproteção". As abordagens mais recorrentes contra pessoas com mais de 60 anos na Suécia ocorrem por ligação telefônica. Os estelionatários costumam enviar mensagens de texto fingindo representar órgãos governamentais, empresas, bancos ou associações. No texto, indicam um número para a vítima ligar sob o pretexto de resolver uma pendência ou buscar ajuda. Ao atender a ligação, a vítima é confrontada por criminosos treinados com roteiros persuasivos, desenhados para gerar estresse e senso de urgência. Em muitos casos, os golpistas inventam que um crime está em andamento na conta bancária do idoso e exigem a transferência imediata do dinheiro para uma suposta "conta de proteção". A recomendação central da campanha é simples e drástica: ao notar qualquer sinal de suspeita ou pressão durante a conversa, a orientação é desligar imediatamente a chamada na cara do interlocutor. A orientação também se estende aos golpes presenciais aplicados por falsos policiais. Nessa modalidade,…
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