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Governo acomoda reajuste do Bolsa Família no orçamento deste ano e eleva estimativa de rombo fiscal

economia 24/09/2026 às 12:56
Governo acomoda reajuste do Bolsa Família no orçamento deste ano e eleva estimativa de rombo fiscal
]]> A equipe econômica informou nesta quinta-feira (24) que ajustou o orçamento de 2026 para incluir o reajuste dos benefícios do Bolsa Família, anunciado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio à corrida eleitoral. A informação consta do relatório de receitas e despesas do quatro bimestre, divulgado pelo Ministério do Planejamento. Com o aumento, piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691 em outubro. Já o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777, informou o Ministério do Planejamento. Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, é de R$ 5,8 bilhões. Segundo o governo, a folga orçamentária para conceder o reajuste ao Bolsa Família em 2026 ocorre pela redução da projeção de gastos com a Previdência Social, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pessoal e subsídios. Reajuste do Bolsa Família é aposta de Lula para mudar foco da eleição após crise no STF "Só liberamos o reajuste quando havia clareza que a despesa obrigatória [que abriu espaço para o aumento] seria projetada para baixo [neste ano]. Não estamos falando de cortar uma despesa, até porque se trata de uma despesa obrigatória, os benefícios do INSS. Se trata de reduzir a projeção, explicada pela melhor eficiência orçamentária", disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Rombo maior ➡️Com os ajustes anunciados nesta quinta no orçamento, fruto de uma nova projeção para as receitas e despesas em todo este ano, o governo elevou sua estimativa de déficit nas suas contas de R$ 52 bilhões (0,38% do PIB) para R$ 80,9 bilhões (0,59% do PIB). ➡️Com isso, a equipe econômica passou a estimar um rombo das contas do governo no limite fixado pelo arcabouço fiscal. Ajuste no orçamento Bolsa Familia Reprodução Ao todo, o documento divulgado pela área econômica indica a liberação de R$ 1,9 bilhão para gastos dos ministérios. Isso porque a contenção total de recursos, que era de R$ 17,9 bilhões, recuou e passou para R$ 16,1 bilhões (valores que ainda seguem bloqueados). Esse ajuste no orçamento decorre de dois fatores: Liberação de R$ 15,5 bilhões do bloqueio que havia até então por conta do limite de gastos. O valor total…
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