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Governador nega clemência, e mulher no corredor da morte se diz 'em paz'

Rio de Janeiro 29/09/2026 às 09:53
Governador nega clemência, e mulher no corredor da morte se diz 'em paz'
]]> A primeira mulher condenada à morte no Tennessee (EUA) em mais de 200 anos declarou estar "em paz" antes da execução, após o governador do estado, o republicano Bill Lee, decidiu não intervir em sua última tentativa de obter clemência. "Quer a clemência me seja concedida ou não, estou em paz", escreveu Christa Pike, condenada por homicídio, em uma carta à NBC News antes de saber que Lee não lhe concederia o perdão. "Não tenho medo de morrer. Estou apenas nervosa com o processo", escreveu ela. Lee é um defensor convicto da pena de morte. Em maio de 2024, Lee sancionou discretamente uma lei que autoriza a aplicação da pena de morte para adultos condenados por estupro agravado de vulnerável. A medida entrou em vigor em julho daquele ano e buscou desafiar precedentes da Suprema Corte dos EUA que vetavam a pena capital para crimes que não envolvem homicídio. Após falhas em procedimentos de injeção letal e pedidos de suspensão temporária por parte de defensores e até de parlamentares republicanos, Lee reiterou sua posição de manter o protocolo de pena capital inalterado. Christa, de 50 anos, deve ser executada na quarta-feira (30/9) por injeção letal — a primeira vez que o estado executará uma mulher em mais de dois séculos. A última havia sido em 1819. A condenada tinha apenas 18 anos quando atraiu Colleen Slemmer, de 19 anos, para um local isolado no campus da Universidade do Tennessee, em Knoxville. Lá, em um ataque de ciúmes e com a ajuda de seu namorado, ela torturou a "rival amorosa" até a morte em 12 de janeiro de 1995. Os advogados de Christa solicitaram à Suprema Corte a suspensão da execução, citando o sofrimento dela com transtorno de estresse pós-traumático e o possível "sofrimento mental severo e terror psicológico adicional" decorrentes de ser amarrada a uma maca para receber a injeção letal. Christa Pike à época do crime pelo qual foi condenada à morte no Tennessee (EUA) Reprodução Por causa de abusos sofridos desde a infância, Christa pediu que todos os envolvidos na sua execução fossem mulheres. O pedido não deverá ser atendido. Depois, a americana, dizendo estar "aterrorizada" com o processo de injeção letal, solicitou que fosse executada por…
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