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Geyse encarou depressão e quase desistiu do futebol pela morte do irmão: "Continuo a jogar por ele"

Esportes 09/10/2026 às 13:00
Geyse encarou depressão e quase desistiu do futebol pela morte do irmão: "Continuo a jogar por ele"
]]> Geyse revela depressão e quase desistir do futebol pela morte do irmão Quem se depara com a risada tímida nas entrevistas nem sequer imagina a turbulência pela qual Geyse passa desde o início do ano passado. Era janeiro de 2025 quando a atacante da seleção brasileira recebeu, em uma mensagem do melhor amigo, a notícia: o irmão Geovanne Ferreira, fã número um e com quem conversava sobre tudo, inclusive futebol, havia falecido em um acidente de carro em Alagoas. – Na minha cabeça, não vinha outra coisa: quero voltar para casa – conta Geyse, construindo as frases entre a voz embargada. E por pelo menos um ano a vida de certa forma perdeu sentido. Não quis voltar para o Manchester United, estava cabisbaixa no Gotham, recusou proposta do Palmeiras e somente no América, do México, reencontrou o próprio futebol. + Próximos jogos da seleção brasileira feminina Geyse quase desistiu por mais de uma vez, teve depressão e conta como a família, o estafe, as companheiras de time e principalmente a psicologia têm ajudado nesse processo de reconstrução. Geovanne Ferreira e Geyse, atacante da seleção brasileira Arquivo Pessoal + Seleção brasileira terá convocação só de goleiras e lança projeto inédito de captação – Eu estava no Manchester United e quando cheguei em casa, ver minha mãe naquela situação, chorando muito, foi bem difícil. Consegui passar 10 dias. Mas o que me ajudou mesmo a sair dessa situação foi o apoio da minha mãe, dos meus irmãos e principalmente acompanhamento psicológico, que até hoje eu faço – diz a atacante. – Já tinha desistido de jogar futebol. Depois olhei para minha família e falei: tenho que continuar por vocês e por ele, mesmo que esteja ausente entre nós. Geyse em treino da seleção brasileira em Porto Alegre Luciana Vermell / CBF Esse processo de entendimento, contudo, durou meses. – Não queria mais jogar no Manchester United, porque eu não estava em uma fase boa. Fui para o Gotham e não consegui desfrutar do futebol, estava cabisbaixa, com depressão, fomos campeãs e voltei para casa – conta Geyse, relatando o momento em que quis desistir pela segunda vez. – Passei praticamente dois meses e falei: não quero jogar mais, não quero voltar para o…
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