GaloLake: como sistema de dados do Atlético pode mudar o futebol brasileiro
esportes24/09/2026 às 02:45
]]> Na ocasião do empate entre Atlético-MG e Chapecoense no último sábado (19), uma imagem viralizou nas redes sociais. No telão, onde os torcedores estão habituados a ver os tradicionais números de público e renda, a Arena MRV expôs dados muito mais elaborados que o normal. O “Galo Doido Informa” exibiu o número de crianças, de pessoas com mais de 60 anos, de mulheres, da origem dos presentes (cidades e estados) e até mesmo a quantidade de torcedores de “primeira viagem” (estreantes) que ocupavam a casa do Galo naquele dia. Initial plugin text A cena chamou atenção e revelou um alto grau de sofisticação da sistematização de dados - para além da transparência inédita - que o Atlético-MG vem desenvolvendo desde a estreia da Arena MRV, em 27 de agosto de 2023, mas que só agora torna público. Por trás, uma engenhosa ferramenta tecnológica: a GaloLake, uma plataforma que compila e cruza informações dos dados cadastrais do GaloID, o sistema de registro dos torcedores que, dentre outras finalidades, serve como base para o ingresso por reconhecimento facial - que virou lei no Brasil há três anos. A partir do relatório gerado sobre os ingressos adquiridos para a partida, o programa realiza automaticamente a leitura dos dados e gera relatórios detalhados sobre as mais variadas características do público presente. Através do sistema da GaloLake, o Atlético passou a reunir dados de diferentes sistemas do clube - ingressos, catracas, Galo Na Veia (sócio-torcedor), pagamentos, loja on-line, wi-fi, canais digitais -, reunindo mais de 550 tabelas e aproximadamente 1,8 bilhão de registros. Esses dados são sistematizados e distribuídos para os diferentes setores da administração do estádio e da SAF, permitindo uma leitura mais completa dos resultados dos projetos executados ou, mais importante, onde é preciso elaborar novas ideias. Como operar Para se ter uma ideia da profundidade dos dados, a GaloLake consegue hoje alcançar até mesmo os padrões de consumo de bebidas, alimentos e do uso do estacionamento da Arena MRV. Nos 86 jogos realizados até a data do terceiro aniversário do estádio (27 de agosto), o clube sabia ter vendido 2.880.970 latas de cerveja, 272.008 chopps, 678.846…
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