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Fora do Mapa da Fome, Brasil ainda tem 44,8 milhões de pessoas sem renda suficiente para manter alimentação saudável

Destaques 30/10/2026 às 08:00
Fora do Mapa da Fome, Brasil ainda tem 44,8 milhões de pessoas sem renda suficiente para manter alimentação saudável
]]> Fora do Mapa da Fome, Brasil ainda tem 44,8 milhões que não conseguem pagar por alimentação saudável. Getty Images O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o terceiro mandato com o “compromisso número 1” de tirar o Brasil do Mapa da Fome, pela segunda vez. A promessa foi cumprida em julho do ano passado, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que o país havia deixado o indicador. Mas o desafio que fica para o seu quarto mandato, não é pequeno: 44,8 milhões de brasileiros — cerca de um quinto da população — ainda não têm renda suficiente para manter uma alimentação saudável, composta por cereais, frutas, verduras, leguminosas e fontes de proteína, nas quantidades recomendadas pela ONU. (veja detalhes abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O dado consta do relatório "O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo (Sofi)", da agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), publicado em julho deste ano. A pesquisa também aponta que 20,3 milhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar moderada ou grave entre 2023 e 2025, ou seja, não tiveram acesso regular a alimentos nutritivos em quantidade suficiente para uma vida saudável. Entre 2021 e 2023, esse número era de 39,7 milhões. Onde estão essas pessoas? Nos domicílios chefiados por mulheres. No recorte racial, nos chefiados por mulheres negras. No regional, no Norte e no Nordeste. Silvia Aparecida Zimmermann, coordenadora da Rede Penssan, relaciona esse cenário às condições precárias de trabalho enfrentadas por essas populações, como baixos salários, informalidade e instabilidade de renda. “A trabalhadora doméstica, por exemplo, tem muita descontinuidade na renda. Por isso, sua família fica mais sujeita à insegurança alimentar”, exemplifica. Elisabetta Recine, presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão consultivo da Presidência da República, acrescenta que as políticas públicas ainda têm dificuldade para alcançar e atender de forma contínua pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Segundo ela, o problema nem sempre é a completa ausência de contato com o Estado, mas a falta de continuidade no…
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