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Jovem Rio News

Flávio fez transações financeiras incompatíveis com a renda, movimentou R$ 1,3 milhão em três meses e usou repasse de escritório de advocacia para quitar mansão, diz Coaf

Rio de Janeiro 24/10/2026 às 13:40
Flávio fez transações financeiras incompatíveis com a renda, movimentou R$ 1,3 milhão em três meses e usou repasse de escritório de advocacia para quitar mansão, diz Coaf
]]> O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada, segundo relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Entre as operações consideradas atípicas pelo órgão vinculado ao Banco Central está o recebimento de R$ 520 mil de um escritório de advocacia para quitar antecipadamente o financiamento da mansão adquirida pelo senador em Brasília. Os documentos, aos quais O GLOBO teve acesso, integram a investigação da Polícia Federal sobre os vínculos do parlamentar com o advogado Willer Tomaz num suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo transações com bets. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Procurado, Flávio não se manifestou. Ao analisar as transações financeiras realizadas por Flávio, o Coaf apontou que o senador “movimentou montante relevante sem respaldo em informações sobre sua capacidade financeira" entre janeiro e março de 2024, quando realizou R$ 1,3 milhão em transações financeiras, sendo R$ 660.111 em créditos e R$ 649.272 em débitos. De acordo com o órgão, o volume médio de operações feitas pelo parlamentar nesse período de três meses é 7,19 vezes superior “ao esperado para a renda informada” pelo candidato à Presidência da República. O Coaf recebe alertas de bancos e demais instituições financeiras e emite comunicados para órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público quando identifica transações financeiras com indícios de lavagem de dinheiro, de acordo com parâmetros estabelecidos em lei. Os relatórios por si só não atribuem crimes, mas servem para embasar investigações que podem ou não concluir que há irregularidades. O documento aponta que, em março de 2024, Flávio recebeu R$ 520.277,28 do escritório Gavioli e Viola Advogados Associados e utilizou esses recursos para liquidar, de forma antecipada, um empréstimo imobiliário contratado em 2021 junto ao Banco de Brasília (BRB) para comprar uma mansão de R$ 5,97 milhões em uma área nobre da capital federal. "Há suspeitas no valor recebido, pois foi destinado à quitação antecipada de operação de crédito", afirma o Coaf. Embora o contrato…
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