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Flávio fala em retomar benefício para setor de eventos e amplia lista sem explicar de onde virão os recursos

Rio de Janeiro 20/10/2026 às 16:01
Flávio fala em retomar benefício para setor de eventos e amplia lista sem explicar de onde virão os recursos
]]> O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno com o presidente Lula (PT), prometeu nesta terça-feira (dia 20) restabelecer o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). O programa foi encerrado em 2025 após ultrapassar o limite de R$ 15 bilhões em renúncias fiscais. O anúncio amplia a lista de compromissos do senador com potencial impacto nas contas públicas, que inclui redução de impostos, reajuste de benefícios sociais e expansão de programas de governo. As propostas se somam à promessa de um ajuste fiscal equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 200 bilhões segundo a campanha. A equipe econômica do candidato não detalhou como pretende conciliar as medidas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio atribuiu a criação do Perse ao governo de Jair Bolsonaro e afirmou que pretende recuperar os incentivos fiscais para empresas ligadas à cultura, ao turismo e à realização de eventos. — Eu vou restabelecer o Perse para todos os setores de eventos culturais, shows e turismo, que hoje estão sufocados e endividados pela crise que esse governo colocou o país inteiro. Eu vou salvar o setor de shows, porque onde tem eventos, o comércio vende mais, o taxista e o Uber faturam, os pequenos artistas prosperam e a economia gira — afirmou. Durante a pademia Criado em 2021, durante a pandemia de Covid-19, o Perse previa a redução a zero das alíquotas de quatro tributos federais — PIS/Pasep, Cofins, Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) — para socorrer empresas afetadas pelas restrições às atividades presenciais. Inicialmente voltado ao setor de eventos, o programa teve seu alcance ampliado no Congresso para contemplar atividades como agências de viagens, hotéis, bares, restaurantes, cinemas e empresas responsáveis pela organização de feiras e espetáculos. Com a chegada de Lula ao Planalto, em 2023, o crescimento das renúncias levou a equipe econômica do governo a tentar restringir os benefícios, o que abriu uma disputa com o Congresso. Após negociações, o presidente sancionou em 2024 uma lei que manteve os incentivos para 30 atividades…
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