Flávio diz que usará maioria no Senado e na Câmara para ‘mudar a Constituição’
Rio de Janeiro06/10/2026 às 21:35
]]> O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira que pretende usar a nova composição do Congresso para promover mudanças na Constituição. Durante ato em Goiânia ao lado do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), que declarou apoio à sua candidatura no segundo turno, Flávio disse que terá maioria no Senado e na Câmara para “mudar a Constituição” e “redemocratizar o país”. — Temos maioria no Senado e na Câmara para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar o país — afirmou. Saiba mais: MP eleitoral defende que TSE aceite desistência de Garotinho e anule votos de candidato Oposição: em reunião, Lula é aconselhado a ter mais participação nas redes e diz que vai explorar riscos da eleição de Flávio Flávio não deu detalhes sobre quais mudanças pretende fazer no texto constitucional nem quais propostas seriam apresentadas caso seja eleito. Flávio terminou o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro. A declaração ocorre após uma forte expansão da direita no Congresso nas eleições de domingo. O PL, partido de Flávio, terá as maiores bancadas nas duas Casas a partir de 2027. Serão 121 deputados, contra os 99 atuais, e 28 senadores, quase o dobro dos 15 que a sigla tem hoje. O resultado abre espaço para que o candidato, caso vença o segundo turno, forme uma base mais ampla para aprovar propostas de interesse de sua campanha. Na Câmara, o PL, somado ao Novo, que declarou apoio a Flávio, parte de um bloco de 131 deputados. Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), no entanto, são necessários 308 votos, o equivalente a três quintos da Casa em dois turnos. A avaliação entre parlamentares é que Flávio precisaria atrair uma parcela significativa das bancadas de partidos de centro e do Centrão para alcançar esse número. Entre as siglas que podem ser alvo dessa articulação estão União-PP, Republicanos, PSD, MDB e Podemos, além de partidos menores como PSDB, PRD, Solidariedade e Avante. No Senado, a correlação de forças é mais favorável à oposição de direita. A nova composição da Casa terá 28…
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