Flávio Bolsonaro chama PEC pelo fim da 6x1 de 'oportunista' e defende flexibilização da jornada de trabalho
Rio de Janeiro06/10/2026 às 21:30
]]> O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do fim da escala 6x1 como “oportunista” e voltou a apresentar como alternativa uma proposta de flexibilização da jornada de trabalho, nesta terça-feira (dia 6). A declaração ocorre no dia em que o Senado inicia, em plenário, a discussão da PEC que reduz de 44 para 40 horas a jornada semanal e estabelece dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial. A primeira sessão de discussão está marcada para esta terça-feira. — O meu posicionamento é que eu tenho uma proposta infinitamente melhor, que é a da liberdade para o trabalhador escolher a sua própria carga horária — afirmou Flávio, após reuniões no QG da campanha em Brasília. O candidato citou mães que não conseguem cumprir uma jornada diária de oito horas como exemplo para defender a flexibilização. Segundo Flávio, sua proposta seria combinada à concessão de vouchers para garantir vagas em creches privadas quando não houver disponibilidade na rede pública. A redução das horas de trabalho, contudo, também implicaria na redução da remuneração. — Tem muitas mães, por exemplo, que não conseguem trabalhar oito horas por dia porque não têm como deixar seus filhos. Eu vou resolver dois problemas de uma vez só. Não apenas vou garantir a creche para essa mãe, que vai ter um voucher que garanta uma vaga na creche privada caso eu não consiga a vaga na creche pública, como ela poderá montar a sua jornada de trabalho diária. Por exemplo, trabalhar quatro horas por dia, quatro horas de manhã ou quatro horas à tarde, ou trabalhar no final de semana. A maioria dos países ricos e em desenvolvimento adotam limites para a jornada de trabalho por entender que, sem esta restrição, o trabalhador pode ter uma relação desigual de negociação com seu patrão. Dados da OIT mostram que em 36 dos principais países do mundo as jornadas máximas permitidas por lei variam de 35 horas semanais (caso da França) a 48 horas semanais (padrão em muitos países da América Latina). Desde 1935, , quando foi aprovada a Convenção 47 da entidade, a OIT recomenda jornada máxima de 40 horas por semana. Flávio afirmou que a…
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