Flamengo já planeja avisar ao West Ham que não terá como pagar em janeiro a segunda parcela da compra de Paquetá
Rio de Janeiro02/10/2026 às 06:00
]]> Há no contrato entre o Flamengo e a casa de apostas que ocupa a cota master de seu uniforme uma cláusula que permite revisão dos valores ou até rescisão do acordo no caso de ações externas que inviabilizem o funcionamento das bets no país. E, segundo consta, Guilherme Figueiredo, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Kaizen Gaming, dona da marca, já teria até se manifestado informalmente sobre este provável rompimento da parceria que injeta R$ 300 milhões anuais nos cofres do clube. Não é uma informação oficial. Mas é a narrativa que ronda os bastidores rubro-negros. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, não esconde de seus pares a gravidade do momento e já estaria, inclusive, preparando-se para comunicar o West Ham de que o Flamengo não terá condições de cumprir com o pagamento da segunda parcela da compra dos direitos econômicos de Paquetá. O atacante foi adquirido em janeiro por R$ 260 milhões (42,5 milhões de euros), em três promissórias. Ou seja: mesmo que a proibição das apostas esportivas no Brasil seja derrubada ou revista após as eleições, o impacto econômico já terá causado danos ao rubro-negro. No cenário atual, com casas de apostas impedidas de operar, o clube teria de devolver cerca de R$ 70 milhões ao patrocinador — equivalente a três meses dos R$ 268 milhões do primeiro ano do contrato pagos de forma antecipada. Curiosamente, é o valor da parcela que precisa ser paga ao time inglês em janeiro de 2027. Tradicionalmente, janeiro é mês de baixa para a economia dos clubes em função do término de alguns contratos de patrocínio. Ou seja: por si só, a virada do ano traz apreensão. E, no caso específico do Flamengo, havia questionamento interno sobre os R$ 315 milhões do exercício de 2026 investidos na aquisição de Paquetá, incluindo direitos, luvas e intermediação dos agentes. Houve deficit contábil de R$ 33,8 milhões no primeiro semestre e necessidade de antecipação de receita no último trimestre. A investida foi considerada ousada demais para um clube que estava imune aos desencaixes entre receita e despesa, e a MP das bets piorou o que já não estava tão confortável quanto antes. Caberá à equipe de Leonardo Jardim, que chega à…
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