'Fiz um teste para saber se minha vida seria curta — e isso me transformou'
Destaques06/11/2026 às 08:55
]]> Laura Sides enfrentou o dilema de fazer ou não um teste genético para descobrir se havia herdado a doença do pai KATIE DOY Se você pudesse descobrir se tem um gene que pode reduzir sua expectativa de vida, você faria o exame? Esse foi o dilema enfrentado por Laura Sides quando teve a oportunidade de fazer um teste genético para uma forma rara de demência de início precoce, diagnosticada em seu pai quando ele tinha pouco mais de 40 anos. Sides contou à Sian Williams, apresentadora do podcast Life Changing (Mudança de Vida, em tradução livre), da BBC Radio 4, por que decidiu fazer o exame e como essa escolha mudou sua vida. Sides conta que sempre foi muito próxima do pai, com quem tinha um "jeito parecido". Ele era médico de família e "um pai muito carinhoso e dedicado", segundo ela. Quando os sintomas de Alzheimer se agravaram, Sides abandonou a universidade para cuidar dele. "Passamos momentos muito bons juntos", lembra Sides, ao recordar passeios a um farol e o hábito de colecionar porta-copos. "Eu preparava banhos para ele, colocava música e despejava jarras de água quente sobre sua cabeça. Ele adorava." Laura tinha acabado de completar 21 anos quando começou a cuidar do pai LAURA SIDES Foi durante uma consulta médica do pai que Sides soube que tinha 50% de chance de desenvolver a mesma forma de Alzheimer de início precoce, conhecida como "variante de Londres". "Só conseguia pensar que era como fazer cara ou coroa", conta Sides. "Eu ainda estava muito envolvida com tudo o que acontecia com ele [seu pai]. Então, simplesmente tentei deixar aquilo de lado, sem pensar no assunto." O pai de Sides morreu em 2009, apenas um ano depois da morte de sua mãe. "De repente, senti uma vontade enorme de ir embora", conta. Ela então decidiu viajar sozinha pelo mundo e acabou se estabelecendo em Melbourne, na Austrália. Foi lá que a possibilidade de ter herdado a doença do pai começou a preocupá-la. Em 2013, Sides procurou um especialista. O médico explicou que um teste genético poderia determinar, com 99,999% de certeza, se ela havia herdado a condição genética associada à demência de início precoce. Caso tivesse o gene, os primeiros sinais de deterioração seriam…
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