Fiscalização resgata 67 trabalhadores em condições análogas à escravidão em usina de cana de Cabo Frio
Destaques30/09/2026 às 18:01
]]> Trabalhadores teriam sido recrutados com a promessa de alojamento na cidade e pagamento superior a R$ 1 por tonelada de cana cortada. Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE) Sessenta e sete trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão durante uma fiscalização realizada em uma usina de cana-de-açúcar em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. A ação, iniciada em 28 de setembro de 2026 por auditores Fiscais do Trabalho, identificou jornadas de até 15 horas, alojamentos com presença de insetos e roedores e contratos registrados em nome de intermediários conhecidos como "gatos", que não possuíam capacidade financeira para atuar como empregadores. Segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE), os trabalhadores eram oriundos de estados do Nordeste e de Minas Gerais e atuavam no corte manual de cana desde junho deste ano. Eles teriam sido recrutados com a promessa de alojamento na cidade e pagamento superior a R$ 1 por tonelada de cana cortada. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Agora no g1 Os trabalhadores relataram aos fiscais que os pagamentos eram definidos diariamente pelos intermediários, sem transparência nos critérios de cálculo. Segundo os relatos, os valores recebidos geralmente ficavam abaixo do que havia sido prometido e, em muitos casos, eram pagos com atraso, frequentemente após o décimo dia do mês seguinte ao trabalhado. Alojamentos e condições de trabalho Nos alojamentos, os fiscais encontraram condições consideradas degradantes. Havia presença de insetos e roedores nos quartos, falta de armários para armazenamento de pertences, ausência de chuveiros com água quente e fornecimento inadequado de água. Os espaços funcionavam dentro da própria usina, em uma área isolada e sem transporte público regular. Sem veículo disponibilizado pelo empregador, os trabalhadores enfrentavam dificuldades para se deslocar até a cidade para fazer compras, sacar dinheiro ou buscar momentos de lazer. O isolamento também dificultava o acesso a atendimento médico em situações de necessidade. Nas frentes de trabalho, a equipe de fiscalização identificou jornadas entre 12 e 15 horas diárias. Também foi constatada a ausência…
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