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'Fiquei em pânico': pacientes com câncer relatam drama após fraude envolvendo medicamentos oncológicos

inicio 22/09/2026 às 08:55
'Fiquei em pânico': pacientes com câncer relatam drama após fraude envolvendo medicamentos oncológicos
]]> Polícia investiga crimes contra pessoas em tratamento de câncer O diagnóstico de câncer já costuma ser acompanhado por medo, dúvidas e insegurança. Para alguns pacientes, porém, o tratamento também passou a ser marcado pela suspeita de que os medicamentos recebidos poderiam ser falsificados ou irregulares. Relatos reunidos em investigações policiais apontam que pessoas em tratamento oncológico enfrentaram interrupções de terapias, agravamento do quadro de saúde e a incerteza sobre a eficácia dos remédios que receberam. "Eu fiquei em pânico e fiquei desesperada achando que eu ia morrer no dia seguinte", relatou uma paciente. Outra descreveu a sensação após descobrir a doença: "Pensei que agora estou numa contagem regressiva. Para que exatamente? Para morrer". Os depoimentos fazem parte de um conjunto de casos investigados por autoridades que apuram suspeitas de falsificação de medicamentos, fraudes em licitações e irregularidades na compra de remédios destinados ao tratamento de câncer. A suspeita de adulteração veio à tona após funcionários do setor oncológico da Santa Casa de São Gabriel, no Rio Grande do Sul, identificarem inconsistências em um lote de medicamentos. Segundo relatos apresentados na investigação, havia indícios como erros de grafia nas embalagens, informações divergentes entre caixa e bula e diferenças na aparência dos produtos. O lote teve a distribuição suspensa. Tratamento interrompido e agravamento da doença Uma das pacientes citadas na investigação foi Maria Jupira, que tratava um câncer de pulmão. Familiares afirmam que o medicamento utilizado por ela não estava disponível pelo SUS e que precisaram recorrer à Justiça para obter o tratamento. Após a apreensão do lote suspeito, ela ficou cerca de dois meses sem a medicação adequada. Segundo as filhas, nesse período as dores aumentaram e o estado de saúde se agravou. A paciente morreu aos 57 anos. A família afirma não saber se ela chegou a receber medicamentos sob suspeita antes da identificação das irregularidades. Outro caso é o de Mara Rodrigues, que recebeu o diagnóstico de metástase óssea após a volta do câncer. Ela conta que obteve autorização judicial para receber medicamentos, mas…
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