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Fim da escala 6x1: Senado faz 3ª sessão de debate da PEC; governo tenta votar antes do 2º turno

Rio de Janeiro 08/10/2026 às 15:43
Fim da escala 6x1: Senado faz 3ª sessão de debate da PEC; governo tenta votar antes do 2º turno
]]> O plenário do Senado realiza nesta quinta-feira (dia 8), a partir das 14h, a terceira sessão de discussão da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário. Depois dela, restarão duas sessões, marcadas para terça e quarta-feira. Só então o texto poderá ser votado em primeiro turno. O regimento exige cinco sessões de discussão antes da primeira votação. Se a PEC for aprovada, há um intervalo de cinco dias úteis e mais três sessões antes do segundo turno. Em cada votação são necessários 49 dos 81 votos (três quintos). No rito normal, a votação final ficaria para depois de 25 de outubro, data do segundo turno da eleição presidencial, em que Lula (PT) enfrenta Flávio Bolsonaro (PL). O Planalto quer concluir a votação antes do segundo turno e usar a medida como bandeira de campanha. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), recolhe assinaturas para um requerimento de calendário especial com quebra de interstício. A manobra eliminaria os intervalos e permitiria votar os dois turnos no mesmo dia. O governo também usa o debate para pressionar Flávio. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem dito que pretende cumprir o rito sem atropelos, mas descartou adiar o primeiro turno para depois da eleição e sinalizou votação na próxima semana. Na abertura da sessão desta quarta-feira, afirmou que ainda não havia pedido de calendário especial na mesa e que, se houver, "a vontade da maioria vai prevalecer". A oposição tenta ganhar tempo. Na primeira sessão, na terça-feira, nenhum senador do PL estava presente na abertura. A orientação era impedir o quórum, para que a sessão não contasse no prazo, mas seis parlamentares do partido registraram presença ao longo do dia. Nesta quarta-feira, senadores do PL, PP e Republicanos se reuniram e escalaram Tereza Cristina (PP-MS) para negociar com Alcolumbre que a votação fique para depois de 25 de outubro. O grupo também avalia apresentar emendas de plenário, que, se aprovadas, levariam o texto de volta à Câmara. Publicamente, os oposicionistas evitam se declarar contra a proposta. O líder da oposição, Rogério…
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