Fim da escala 6x1: ministro vai procurar líderes do governo, Alcolumbre e Motta para discutir PEC
Rio de Janeiro06/10/2026 às 10:11
]]> O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, deve procurar os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nesta terça-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada 6x1 — seis dias de trabalho para um de descanso na semana. Responsável pela articulação política do Executivo com o Legislativo, o ministro disse ainda, na segunda-feira, que convocará uma reunião com os líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso para traçar estratégias. A PEC é considerada prioritária para o Palácio do Planalto é vista como um trunfo por aliados de Lula para ajudar o petista na segunda rodada das eleições. Alcolumbre anunciou que levaria o projeto à votação dois dias antes do primeiro turno, no que foi interpretado como um gesto ao petista. A expectativa é que isso pudesse ter tido um impacto já no resultado nas urnas no domingo, o que não se concretizou. Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL-RJ): o senador teve 47,03% dos votos, e o petista, 45,16%. Segundo Guimarães, o desfecho desfavorável nas urnas para Lula não deverá impactar na tramitação da proposta na Casa. Ele diz que a expectativa é que o tema seja votado até quarta-feira. — Vamos focar na votação. É cuidar bem para que possa ser votada, é uma prioridade. A partir de amanhã os dois presidentes das duas Casas chegam (em Brasília) e vamos falar. A ideia é iniciar a discussão e votar até quarta-feira— afirmou Guimarães à imprensa. O ministro de Lula falou à imprensa antes de reunião convocada pela campanha do petista com aliados dos estados para discutir estratégias para o segundo turno. — Nós temos que defender a PEC e expor quem está contra. Certamente não será votada nesta semana, porque tem o rito, tem que cumprir as cinco sessões — afirmou o senador Cid Gomes (PSB-CE) A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), no entanto, tem visão distinta da de Guimarães. Ela afirmou ao GLOBO que “está mais difícil aprovar” a matéria diante do resultado das eleições no primeiro turno, mas disse que é preciso pressionar para que o tema seja apreciado. Um líder do Senado diz, sob reserva, que não vê…
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