Filme feito por artistas de MS é selecionado para festival de cinema em Los Angeles
Destaques07/10/2026 às 12:59
]]> “Olhos Fechados” passou por diferentes festivais e já acumulou 9 prêmios. Divulgação Um filme produzido por artistas de Mato Grosso do Sul vai atravessar as fronteiras do estado e chegar a Los Angeles, nos Estados Unidos. O curta-metragem “Olhos Fechados”, dirigido por Roberto Leite e protagonizado pelo ator sul-mato-grossense Leandro Marques, foi selecionado para o Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF) 2026, festival dedicado ao cinema brasileiro. A edição deste ano reúne mais de 50 produções independentes do Brasil e de outros países. Roberto Leite e Leandro Marques embarcam para Los Angeles no dia 1º de novembro para acompanhar o festival. O evento está previsto para ocorrer entre os dias 2 e 6 de novembro, segundo a programação divulgada pelo festival. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp “Olhos Fechados” conta a história de Guto, um artista plástico pantaneiro que se muda para Campo Grande para realizar sua primeira exposição. A trajetória do personagem muda quando ele perde a visão e precisa lidar com uma nova realidade. O filme acompanha esse processo sem tratar a deficiência como incapacidade ou colocar o personagem apenas na posição de vítima. Agora no g1 Para o diretor Roberto Leite, a história surgiu do interesse em entender como uma pessoa passa a perceber o mundo depois de perder a visão. Durante a preparação do filme, a equipe conversou com pessoas com deficiência visual para conhecer melhor essa realidade e levar essas experiências para a construção dos personagens e das cenas. “A ideia era fazer o público entrar um pouco nesse universo junto com o personagem. O vento, os passos, os sons dos ambientes, a natureza” explicou o diretor. A mudança na percepção do personagem também influenciou a linguagem do filme. Segundo Roberto, a equipe deu atenção especial ao som para mostrar situações que Guto passa a perceber de outra maneira depois da perda da visão. Outro desafio foi evitar estereótipos relacionados à deficiência. O diretor explica que Guto sente medo, revolta e sofrimento, mas continua tendo sonhos e desejos. Para ele, a cegueira transforma a vida do personagem, mas não deve ser a única característica que define…
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