Filhos mais tarde, mais estudo e mais independência: o que mudou na vida das mulheres em gerações
Destaques29/09/2026 às 05:00
]]> Filhos mais tarde, mais estudo e mais independência: o que mudou na vida das mulheres em gerações As brasileiras estão tendo menos filhos, investindo mais nos estudos e conquistando maior independência ao longo das gerações. O Globo Repórter mostrou histórias de famílias reunindo avós, mães e filhas que mostram como as mudanças sociais das últimas décadas transformaram expectativas sobre casamento, maternidade, carreira e envelhecimento. A diferença aparece tanto nas estatísticas quanto nas experiências pessoais. Quando tinha 17 anos, a baby boomer Maria se casou e vivia sob regras rígidas da época. "Era namorar na frente do pai e da mãe na sala e sob os olhares deles e dos irmãos também", relembrou. Filhos mais tarde, mais estudo e mais independência: o que mudou na vida das mulheres em gerações Reprodução/TV Globo Já a filha, Lilian, da geração X, seguiu outro caminho. O foco era construir uma carreira profissional. "Era trabalhar. Era estudar e investir na minha carreira", contou. Ela decidiu adiar a maternidade e teve a primeira filha aos 34 anos, algo que já era considerado tardio na época. Hoje, observa, mulheres têm filhos mais tarde e isso se tornou mais comum. Filhos mais tarde, mais estudo e mais independência: o que mudou na vida das mulheres em gerações Reprodução/TV Globo Segundo pesquisadores citados na reportagem, a transformação é visível na formação das famílias. Há menos casamentos, mais pessoas morando sozinhas ou com os pais e menos filhos nas novas gerações. Os números ajudam a explicar a mudança. Até a década de 1960, as mulheres brasileiras tinham, em média, mais de seis filhos. Em 2022, esse índice caiu para 1,55 filho por mulher, segundo dados do IBGE mencionados na reportagem. A trajetória de Vilma e sua filha ilustra essa transformação. Enquanto uma bisavó da família teve 19 filhos, Vilma teve apenas uma filha. A escolha permitiu ampliar oportunidades para a geração seguinte. Vilma concluiu o ensino médio; já a filha alcançou o pós-doutorado e se tornou professora da USP. "Tenho muito orgulho dessa história. Eu criei ela sozinha", afirmou. Filhos mais tarde, mais estudo e mais independência: o que mudou na vida das mulheres em…
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