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Feira Literária do Oeste do Rio termina com debate sobre cultura periférica e homenagem a Dias Gomes

rio 20/09/2026 às 23:17
Feira Literária do Oeste do Rio termina com debate sobre cultura periférica e homenagem a Dias Gomes
]]> A quinta edição da Feira Literária do Oeste do Rio (FLOR) terminou neste sábado, em Santa Cruz, depois de quatro dias de debates, música, teatro e oficinas que reuniram artistas, intelectuais, professores e, principalmente, jovens, em sua maioria alunos de escolas públicas. O homenageado deste ano foi o escritor e dramaturgo Dias Gomes, autor de “O Bem-Amado”, “Roque Santeiro”, “Saramandaia” e “O Pagador de Promessas”. No último dia, a cultura periférica foi o centro das discussões na mesa “Hip-hop: A rima, o livro e a luta”, que reuniu o MC DK-47, o slamer Ocotta e a escritora Tamiris Coutinho. Pesquisadora do funk e atualmente doutoranda pela Uerj, Tamiris contou que sofreu ataques de ódio por causa do título de seu livro, “Cai de boca na b...”. “Uso o funk como instrumento para impulsionar debates importantes”, explica. Líder comunitário e artista, DK-47 falou sobre a relação entre a produção do hip-hop e a realidade das comunidades: “Quem faz apologia é o governo. O rapper apenas retrata o que vê todo dia em sua comunidade: esgoto a céu aberto, boca de fumo, violência, abandono”. Já Ocotta destacou como a arte pode ampliar os horizontes de quem vive na periferia. “A arte me levou a lugares em que eu não sabia que poderia ir”, diz o atual campeão carioca de slam e único representante o estado a vencer uma disputa nacional na categoria. Dias Gomes e a Zona Oeste A homenagem a Dias Gomes também esteve presente na exposição “Cenários de Sucupira”, apresentada desde a abertura da feira. Com curadoria de João Coutinho, de 24 anos, a mostra reuniu imagens feitas por alunos da ONG no casarão que serviu de cenário para a fictícia prefeitura de Sucupira, de “O Bem-Amado”. Peça "O Bem Amado'' é encenada na FLOR, em Santa Cruz Lopes Estúdio “Mostramos que enquanto há lugares preservados, como o casarão que abriga, há outros completamente deteriorados, caso de alguns locais em Sepetiba”, conta João. A programação também colocou em destaque as histórias e memórias dos moradores da região. Na oficina “Ecomuseu Convida: Que história você tem para contar”, crianças foram orientadas pela professora Cimara Mattos. “É sempre assim nas oficinas. Mesmo usando a imaginação, a…
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